A Organização Mundial da Saúde monitora um possível surto de hantavírus ligado ao navio de cruzeiro MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico rumo às Ilhas Canárias.
Segundo a OMS, oito casos foram registrados até o momento, incluindo três mortes. Além disso, seis pacientes tiveram infecção confirmada por exames laboratoriais.
Vírus identificado é a cepa Andes
As autoridades de saúde identificaram nos passageiros a cepa Andes do hantavírus, considerada a única variante conhecida capaz de transmitir entre humanos em situações de contato próximo e prolongado.
Além disso, investigadores acreditam que o primeiro caso pode ter contraído o vírus antes do embarque, durante uma viagem à Argentina ou ao Chile.
Passageiros deixaram o navio antes da confirmação
Autoridades internacionais também tentam localizar passageiros que desembarcaram antes da confirmação oficial do surto.
Segundo relatórios internacionais, pelo menos 29 passageiros de diferentes nacionalidades deixaram o navio antes das medidas de isolamento.
Além disso, equipes de saúde monitoram contatos próximos e passageiros em países como Estados Unidos, Holanda, Suíça e Reino Unido.
CDC prepara monitoramento de americanos
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos anunciaram um plano para retirar e monitorar passageiros norte-americanos que estavam na embarcação.
Segundo autoridades dos EUA, 17 americanos permaneciam no navio. Eles passarão por acompanhamento médico após retorno ao país.
OMS considera risco global baixo
Apesar da gravidade do caso, a OMS afirmou que o risco para a população mundial permanece baixo.
No entanto, a agência classificou como moderado o risco para passageiros e tripulantes do navio.
O hantavírus pode provocar febre, dores musculares, insuficiência respiratória e complicações pulmonares graves.
