O apoio popular ao fim da escala 6×1 apresentou queda nas últimas semanas, segundo levantamentos de institutos de pesquisa e monitoramentos digitais. Os números mostram redução gradual no percentual de pessoas favoráveis à proposta. Além disso, o debate passou a considerar impactos econômicos e mudanças na prestação de serviços.
Dados divulgados por entidades e institutos apontam que parte da população começou a analisar possíveis consequências da medida. Dessa forma, o tema ganhou novos desdobramentos no cenário político e econômico brasileiro.
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Escala 6×1 registra queda em diferentes pesquisas
Em março deste ano, pesquisas indicavam apoio acima de 70% ao fim da escala 6×1. No entanto, levantamentos mais recentes mostram recuo nesse índice.
Monitoramento digital realizado pela Abrasel apontou 73% de aprovação em março. Porém, poucas semanas depois, o percentual caiu para 66%.
Já o Datafolha registrou apoio de 71% em março. Em maio, entretanto, o índice caiu para 64%, segundo novo levantamento.
Outro estudo divulgado pela AtlasIntel mostrou apoio de 59,4% no fim de abril. Enquanto isso, pesquisa da Genial/Quaest indicou queda de 72% para 68% entre dezembro e maio.
Debate sobre escala 6×1 avança no Congresso
Mesmo com a redução no apoio popular, propostas relacionadas à escala 6×1 seguem avançando no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, o tema mobiliza discussões entre trabalhadores, empresários e representantes de diversos setores da economia.
Segundo a Abrasel, o debate começou a ganhar novos contornos à medida que mais informações passaram a circular sobre custos operacionais, contratação de funcionários e funcionamento de serviços essenciais.
Além disso, a entidade afirma que muitos consumidores passaram a questionar como empresas conseguiriam manter horários de atendimento e estrutura operacional em setores que funcionam diariamente.
Redes sociais influenciam percepção da população
A Escuta Social da Abrasel monitora publicações e comentários em plataformas digitais como YouTube, Instagram, Facebook, TikTok e X. Assim, o sistema acompanha mudanças na percepção pública sobre temas em debate nacional.
Segundo a entidade, o ambiente digital mostrou aceleração na queda do apoio à proposta nas últimas semanas. Além disso, o levantamento indica que a discussão deixou de focar apenas na redução da jornada de trabalho e passou a incluir possíveis impactos econômicos.
O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, afirmou que o ritmo das discussões no Congresso ocorre antes de um amadurecimento maior do debate junto à sociedade.
Por fim, o tema segue em discussão no cenário político e econômico brasileiro e deve continuar gerando debates nos próximos meses.
