O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de gastos no Orçamento federal. A medida faz parte do esforço da equipe econômica para cumprir as metas fiscais previstas para 2026.
Os ministérios da Fazenda e do Planejamento anunciaram a decisão nesta quinta-feira (22). Segundo o governo federal, o bloqueio busca controlar despesas obrigatórias e manter o equilíbrio das contas públicas.
Além disso, a equipe econômica informou que o aumento ocorreu após uma nova avaliação das receitas e despesas da União.
Bloqueio de gastos aumenta após revisão fiscal
O governo federal havia anunciado anteriormente um bloqueio menor no Orçamento. No entanto, a nova análise das contas públicas apontou necessidade de ampliar a contenção de despesas.
Segundo o Ministério da Fazenda, o crescimento de gastos obrigatórios pressionou o Orçamento nos últimos meses. Por isso, a equipe econômica decidiu ampliar o valor bloqueado.
Ainda de acordo com o governo, o contingenciamento atinge despesas não obrigatórias dos ministérios. Dessa forma, áreas administrativas e investimentos podem sofrer limitações temporárias.
Governo Lula tenta cumprir meta fiscal
A equipe econômica afirmou que a medida busca garantir o cumprimento do arcabouço fiscal. O modelo define limites para o crescimento das despesas públicas e estabelece metas para o resultado das contas do governo.
Além disso, o Ministério da Fazenda destacou que acompanha constantemente o comportamento da arrecadação federal. Assim, novos ajustes podem ocorrer ao longo do ano.
O governo também tenta aumentar receitas por meio de medidas tributárias e revisão de benefícios fiscais.
Mercado acompanha impacto do bloqueio de gastos
Economistas e agentes do mercado financeiro acompanham os efeitos do bloqueio de gastos sobre investimentos públicos e funcionamento da máquina federal.
Enquanto isso, integrantes do governo defendem que a medida reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal. Segundo a equipe econômica, o objetivo principal é evitar aumento do déficit público.
Até o momento, o Palácio do Planalto não informou quais áreas sofrerão os maiores impactos com o bloqueio adicional no Orçamento.
