O policial militar Marcos Antonio Lourenço recebeu pena de 37 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por crimes registrados na RN-078, em Patu, no Alto Oeste potiguar. O Tribunal do Júri definiu a condenação após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).
O caso aconteceu em junho de 2023. Na ocasião, Biratan da Silva morreu e outras três pessoas ficaram feridas. Segundo a investigação, o policial perseguiu quatro pessoas que trafegavam em motocicletas e efetuou disparos de arma de fogo enquanto dirigia um automóvel.
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Investigação descartou versão apresentada pelo policial
Durante o julgamento, a defesa alegou legítima defesa. De acordo com o acusado, ele reagiu após sofrer um suposto ataque durante a ocorrência na RN-078.
Entretanto, os laudos da Polícia Científica e a investigação do Ministério Público apontaram outra dinâmica para o caso. Conforme os autos, o policial atirou contra o próprio veículo para simular um confronto armado.
Além disso, os peritos identificaram inconsistências na versão apresentada pelo militar. Por isso, o júri utilizou o material reunido durante a investigação para definir a condenação.
Justiça mantém prisão em regime fechado
Após o julgamento, a Justiça determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Além disso, o magistrado negou ao policial o direito de recorrer em liberdade.
Com isso, Marcos Antonio Lourenço seguirá preso após a condenação no Tribunal do Júri. O processo envolve a morte de Biratan da Silva e as tentativas de homicídio contra as outras vítimas feridas durante a ação.
Desde o início das investigações, o caso repercutiu no interior do Rio Grande do Norte. Agora, a decisão do júri voltou a colocar o caso em destaque no estado.
