As negociações entre EUA e Irã avançaram neste sábado (23), segundo declarações divulgadas pelos governos envolvidos e pelo Paquistão, país que atua como mediador do conflito. O objetivo das conversas é encerrar quase três meses de guerra no Oriente Médio e evitar uma nova escalada militar na região.
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Representantes do Irã se reuniram com o chefe do exército paquistanês, Asim Munir, para discutir os termos de um possível acordo. Conforme autoridades paquistanesas, os encontros produziram resultados “encorajadores” e abriram caminho para a finalização de um memorando de entendimento entre as partes.
O exército do Paquistão confirmou que os diplomatas trabalham nos detalhes finais do documento. O governo iraniano, por sua vez, informou que permanece focado em concluir as negociações o mais rápido possível.
Negociações EUA Irã avançam no Oriente Médio
Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à emissora CBS que o país está “muito perto” de alcançar um acordo para o fim da guerra. Segundo ele, assessores americanos analisam a versão mais recente da proposta apresentada durante as negociações.
O site Axios informou que Trump deverá decidir até domingo (24) se aprova o acordo preliminar ou se retomará ações militares contra o Irã. Durante entrevista, o presidente americano endureceu o discurso ao afirmar: “Ou chegamos a um bom acordo ou eu os mandarei para o inferno”.
De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a proposta atual prevê três etapas principais. A primeira seria o encerramento formal da guerra. Em seguida, ocorreria a resolução da crise envolvendo o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.
Além disso, o plano inclui a abertura de um período de 30 dias para negociações de um acordo mais amplo entre os países. Caso necessário, esse prazo poderá ser prorrogado.
EUA reforçam exigências ao Irã
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou as exigências do governo americano durante visita oficial à Índia. Segundo ele, o Irã não poderá desenvolver armas nucleares nem impor restrições no Estreito de Ormuz.
Rubio declarou que o governo americano exige a entrega do urânio enriquecido mantido pelo Irã. “Enquanto falo com vocês agora, há trabalho em andamento. Existe a possibilidade de que, seja hoje, amanhã ou daqui a alguns dias, tenhamos algo a dizer”, afirmou o secretário em Nova Delhi.
Embora ainda não exista confirmação oficial sobre um acordo definitivo, as declarações das autoridades aumentaram a expectativa internacional por uma solução diplomática. Como resultado, líderes mundiais acompanham com atenção os próximos passos das negociações.
