O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, afirmou nesta terça-feira (9), em audiência no Senado, que o banco estima prejuízo de R$ 8,8 bilhões em operações relacionadas ao Banco Master. Segundo ele, o BRB é a principal vítima do esquema investigado pela Polícia Federal.
Além disso, o banco identificou mais de 20 funcionários suspeitos de participação nas irregularidades e abriu processos administrativos para apurar os casos.
Leia também:
Assembleia do RN discute criação da “CNH Matuta” para pessoas com baixa escolaridade
De acordo com Souza, as operações entre BRB e Master movimentaram R$ 30,6 bilhões em depósitos judiciais. Desse total, R$ 21,9 bilhões permaneceram no BRB, enquanto R$ 12,2 bilhões estão sob investigação na Operação Compliance Zero.
O presidente informou ainda que a instituição encontrou R$ 2,6 bilhões em ativos sem lastro ligados à empresa Tirreno. Por isso, os acionistas aprovaram um aporte de até R$ 8,8 bilhões para fortalecer o capital do banco.
Segundo Souza, o socorro financeiro contará com R$ 6,6 bilhões obtidos por meio de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e outros R$ 2,2 bilhões oriundos da securitização da dívida do Governo do Distrito Federal.
Ao comentar as investigações, Souza afirmou que o caso reúne elementos de fraude, gestão temerária e prejuízos financeiros. Ele também disse que as auditorias seguem sob sigilo e que o BRB pretende divulgar o balanço de 2025 até o dia 30 de junho.
