Os Ataques de Israel deixaram pelo menos 10 mortos no sul do Líbano neste sábado (20), poucas horas após a entrada em vigor de um acordo provisório de cessar-fogo. A nova escalada da violência aumenta a tensão na região e coloca em risco as negociações diplomáticas que buscam encerrar o conflito no Oriente Médio.
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Segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), os bombardeios ocorreram em resposta ao lançamento de mais de 50 projéteis contra o território israelense. No entanto, o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, não assumiu diretamente a autoria dos disparos. Apesar disso, a organização declarou que não permitirá a livre movimentação das tropas israelenses em território libanês.
Além disso, a ofensiva aconteceu justamente em um momento considerado decisivo para os esforços internacionais voltados à manutenção da trégua. Como resultado, aumentam as preocupações sobre uma possível retomada em larga escala dos confrontos.
Ataques de Israel atingem cidades do sul libanês
De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano, os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh, no sul do país, e também o Vale do Bekaa, áreas onde o Hezbollah mantém forte presença e operações militares.
Um dos episódios mais graves ocorreu na cidade de Barish, localizada no distrito de Tiro. Conforme autoridades locais, um ataque atingiu um prédio residencial de três andares e matou quatro integrantes da mesma família: pai, mãe e dois filhos.
Enquanto isso, equipes de resgate e autoridades locais seguem avaliando os danos provocados pelos ataques. Além das mortes confirmadas, há registros de feridos e destruição de estruturas residenciais.
Israel reafirmou que continuará respondendo a qualquer ameaça considerada iminente contra seu território. Dessa forma, a situação permanece instável mesmo após o anúncio do cessar-fogo.
Cessar-fogo enfrenta dificuldades
A trégua provisória nas operações militares integra as negociações conduzidas entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a guerra que começou em 28 de fevereiro. Entretanto, os recentes confrontos demonstram a fragilidade do acordo.
O governo israelense anunciou que pretende manter militares em cerca de 5% do território libanês, medida que gera críticas e amplia as divergências entre as partes envolvidas.
O conflito passou a envolver diretamente o Líbano em 2 de março, quando o Hezbollah lançou mísseis contra Israel em resposta aos acontecimentos que marcaram o início da guerra. Desde então, os confrontos têm provocado perdas humanas e materiais em diferentes frentes.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, 3.912 pessoas morreram em decorrência dos ataques israelenses, incluindo 746 profissionais da saúde. Por sua vez, Israel contabiliza 32 soldados mortos e quatro civis desde o início das hostilidades.
