Polícia

Igor Cabral vai a júri popular após espancar namorada com 61 socos em elevador

Igor Cabral será julgado por júri popular após agressão com 61 socos em Natal

A Justiça do Rio Grande do Norte decidiu levar a júri popular o caso envolvendo um homem acusado de agredir a então namorada com 61 socos dentro de um elevador, na zona Sul de Natal, em julho de 2025.

O réu, Igor Eduardo Pereira Cabral, será julgado por tentativa de feminicídio, com duas qualificadoras. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal de Natal, que entendeu haver elementos suficientes para a pronúncia. O julgamento ainda não tem data definida.

Vítima passou por cirurgia de reconstrução facial

A vítima, Juliana Soares, precisou passar por cirurgia de reconstrução facial após o episódio. Além disso, o caso ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens de câmeras de segurança.

As gravações mostram a sequência das agressões dentro do elevador, o que reforçou a análise judicial sobre a dinâmica do crime.

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Justiça aponta provas e gravidade das lesões

Ao analisar o processo, o juízo destacou que a materialidade do crime está comprovada por documentos médicos e laudos técnicos. Os registros indicam fraturas severas no rosto e necessidade de cirurgia complexa.

Além disso, o relatório médico aponta a fixação de placas de titânio e parafusos, além de sequelas neurológicas permanentes com paralisia facial.

Enquanto isso, a decisão também destacou que as imagens do circuito interno mostram o acusado desferindo golpes repetidos na vítima, que estava caída e sem defesa.

Juiz mantém prisão e rejeita tese da defesa

A Justiça também manteve a prisão preventiva do réu. Segundo a decisão, a forma como o crime ocorreu indica periculosidade e risco de reiteração.

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Além disso, o juiz rejeitou o argumento da defesa de que não haveria perigo de vida imediato. O entendimento foi de que a tentativa de homicídio não depende apenas do resultado final, mas também da intensidade e do potencial dos atos praticados.

Dessa forma, o magistrado considerou que os golpes direcionados à região da cabeça reforçam a tese de tentativa de feminicídio.

Processo aguarda definição do júri

Com a decisão, o processo segue para a fase de organização da sessão do júri popular. A data do julgamento ainda será marcada pela 1ª Vara Criminal de Natal.

Enquanto isso, o caso permanece em andamento na Justiça potiguar.

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