O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta quinta-feira (25) que conversou pela manhã com a presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, após os terremotos registrados no país na noite de quarta-feira (24).
As autoridades venezuelanas contabilizam 188 mortos e 1.520 feridos até o momento. Além disso, cerca de 250 edifícios foram danificados ou destruídos, sobretudo na região de La Guaira. O país segue em estado de emergência.
Durante evento em Ponta Porã (MS), Lula afirmou que colocou estruturas do governo brasileiro à disposição para apoiar as ações de resposta. Ele citou o envio de equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, além de itens como água, alimentos e medicamentos.
“Eu falei com a presidenta Delcy de manhã do carro para perguntar o que precisava que a gente fizesse. Nós estamos reunidos, vários ministros, para mandar tudo que for necessário para a Venezuela”, afirmou.
Além disso, o presidente já havia manifestado solidariedade ao governo venezuelano por meio das redes sociais. Da mesma forma, os Estados Unidos anunciaram o envio de equipe de assistência em desastres e suprimentos humanitários.
Dois tremores atingem o país
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto registrou magnitude 7,2, com epicentro a cerca de 21 km de Morón, no litoral caribenho. Em seguida, um segundo tremor de magnitude 7,5 atingiu a mesma região.
Os abalos sísmicos atingiram prédios residenciais e estruturas públicas em Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Aragua, Carabobo e Falcón. De acordo com autoridades locais, o segundo evento foi o mais forte registrado no norte da Venezuela desde 1900.
Enquanto isso, equipes de resgate atuam nas áreas mais atingidas. O governo venezuelano fechou o Aeroporto Internacional Simón Bolívar e suspendeu temporariamente os serviços de metrô e gás em Caracas.
Por fim, o Ministério da Educação suspendeu as aulas em todo o país até o fim da semana. Parte das escolas também vai funcionar como abrigo e centro de doações.
