Polícia

Operação Tríade de Hades mira grupo suspeito de mais de 30 homicídios no RN e PB

Foto: PCRN

A Operação Tríade de Hades, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte na manhã desta sexta-feira (10), cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e quatro medidas cautelares de monitoração eletrônica contra investigados por integrar um grupo de extermínio com atuação no Rio Grande do Norte e na Paraíba.

Além disso, a ação contou com o apoio da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) da Polícia Militar, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Paraíba e da Polícia Penal paraibana.

Investigações apontam mais de 30 homicídios

Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que o grupo criminoso estaria envolvido em mais de 30 homicídios registrados nos últimos três anos. Além disso, as provas reunidas durante a apuração apontam indícios da participação de agentes de segurança pública na organização criminosa.

As diligências ocorreram nos municípios de Parnamirim, Pedro Velho, Nova Cruz e Passa e Fica, no Rio Grande do Norte, além de Guarabira e Belém, na Paraíba.

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De acordo com a investigação, os alvos são suspeitos de integrar um grupo de extermínio com atuação na região Agreste potiguar e em cidades paraibanas.

Polícia apreende celulares, munições e roupas camufladas

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam aparelhos celulares, roupas camufladas, anotações, munições e uma porção de substância com características semelhantes às de entorpecente.

Agora, o material será submetido à perícia para auxiliar o andamento das investigações. Além disso, quatro investigados passaram a utilizar monitoração eletrônica por determinação da Justiça.

Entretanto, dois alvos não foram localizados. Por isso, a Polícia Civil informou que as diligências continuam para cumprir integralmente as medidas judiciais.

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Nome da operação faz referência à liderança do grupo

Segundo a Polícia Civil, o nome Operação Tríade de Hades faz referência a três dos principais investigados, integrantes da mesma família, que, conforme as investigações, exerciam funções de liderança e influência dentro da organização criminosa.

A escolha do nome também faz alusão a Hades, figura da mitologia grega associada ao submundo. De acordo com a corporação, a referência simboliza o suposto domínio exercido pelo grupo sobre a prática de homicídios atribuídos à organização, que teria participação direta em mais de 30 assassinatos. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes.

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