Familiares de pacientes internados na UPA de Nova Esperança, em Parnamirim, denunciaram a demora na transferência para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e fizeram um apelo público por atendimento. Eles gravaram os relatos em vídeo e enviaram o material à TV Ponta Negra nesta sexta-feira (24).
Segundo as famílias, uma idosa de 90 anos aguarda, desde o último sábado, uma vaga em uma UTI cardiológica. Além disso, outro paciente permanece internado há sete dias e, conforme os familiares, precisa com urgência de transferência para uma unidade que ofereça hemodiálise.
Idosa aguarda UTI cardiológica
A neta da paciente afirmou que levou a avó à UPA de Nova Esperança no último sábado. Desde então, a idosa aguarda uma vaga em um leito de UTI.
“Ela tem 90 anos e está sofrendo muito. Precisa de um cardiologista e de uma UTI cardiológica. Fui à Procuradoria e disseram apenas para aguardar. Quantos dias vou esperar?”, desabafou.
Em seguida, ela fez um novo apelo.
“Minha mãe está morrendo, precisando de uma UTI. É um pedido de socorro para a saúde de Parnamirim.”
Paciente precisa de hemodiálise
Outro caso envolve um homem identificado pela família como Severino Evangelista. Segundo o irmão dele, o paciente está internado há sete dias, é diabético e sofreu falência renal.
O familiar contou que os médicos informaram a necessidade de transferir o paciente para uma unidade com serviço de hemodiálise.
Além disso, a família entrou na Justiça, mas ainda não conseguiu a transferência.
“Ele está entubado, não acorda e a infecção já comprometeu o pulmão e o sangue. Entramos na Justiça e, até agora, nada aconteceu.”
O irmão também direcionou um apelo às autoridades municipais.
“Peço que a Prefeitura de Parnamirim olhe para o caso do meu irmão. A situação é muito grave e ele precisa dessa transferência o quanto antes.”
Famílias cobram providências
As famílias afirmam que vivem dias de angústia enquanto aguardam vagas em unidades de maior complexidade. Elas também relatam que buscaram apoio junto aos órgãos competentes, porém ainda esperam uma solução.
Agora, os familiares cobram uma resposta da Prefeitura de Parnamirim e da Secretaria Municipal de Saúde para agilizar a regulação e garantir a transferência dos pacientes que necessitam de atendimento especializado.
