Eleições brasileiras foi o tema central do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a convenção estadual da federação formada por PT, PCdoB e PV, realizada neste sábado (25), em São Paulo. Na ocasião, o presidente afirmou que o Brasil não aceitará qualquer tentativa de interferência estrangeira no processo eleitoral e reforçou que a decisão sobre o futuro do país cabe exclusivamente aos eleitores brasileiros.
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Durante o evento, que oficializou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo, Lula declarou que qualquer iniciativa externa para influenciar as eleições será rejeitada. Além disso, o presidente destacou a soberania nacional e defendeu relações diplomáticas com todos os países, desde que haja respeito à autonomia brasileira.
Lula eleições brasileiras e defesa da soberania
Ao discursar para militantes e lideranças políticas, Lula afirmou que o país não permitirá interferências internacionais no pleito presidencial de 2026.
“E que não venha ninguém de fora querer meter o dedo nas nossas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores. Quem vai decidir o destino de São Paulo são os eleitores de São Paulo”, declarou.
Em seguida, o presidente reforçou que o Brasil pretende manter boas relações internacionais. No entanto, ressaltou que o país não abrirá mão da própria independência.
“O Brasil é soberano. O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor”, afirmou.
Lula participou da convenção que confirmou Fernando Haddad como candidato ao Governo de São Paulo. A chapa também contará com Márcio França (PSB) como candidato a vice-governador, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB) na disputa pelo Senado.
Atrito diplomático com os Estados Unidos
As declarações ocorreram em meio ao recente impasse diplomático envolvendo Brasil e Estados Unidos. Isso porque o Ministério das Relações Exteriores rejeitou os pedidos de visto de dois integrantes da administração do presidente Donald Trump que pretendiam viajar ao Brasil para tratar do sistema eleitoral brasileiro.
Segundo reportagem do jornal norte-americano The Washington Post, a Casa Branca planejava enviar uma missão do Departamento de Estado para acompanhar e avaliar a integridade das eleições presidenciais brasileiras antes do pleito de 4 de outubro.
Conforme a publicação, baseada em relatos de autoridades brasileiras e norte-americanas, a delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Entretanto, o governo brasileiro negou a entrada dos dois representantes.
O periódico informou que não havia definição sobre quais instituições brasileiras fariam parte da agenda da missão nem quais procedimentos seriam adotados durante a visita.
overno vê relação com debate sobre urnas
Nos bastidores, integrantes do governo federal ouvidos pelo SBT News, sob condição de anonimato, avaliam que existe uma atuação coordenada entre a iniciativa da gestão norte-americana e a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A avaliação surgiu após o parlamentar voltar a questionar o sistema de urnas eletrônicas ao afirmar que os equipamentos brasileiros teriam origem semelhante às urnas da empresa venezuelana Smartmatic. A informação, porém, é falsa.
