Lula critica fundo partidário e promete promover mudanças na relação entre o Executivo e o Congresso Nacional caso seja reeleito presidente da República. As declarações foram feitas neste domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que oficializou sua candidatura à Presidência nas eleições de 2026.
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Durante o discurso, o presidente afirmou que prefere o modelo de financiamento partidário baseado na contribuição da militância. Além disso, criticou o uso de recursos públicos para manter as legendas e disse que o atual sistema prejudica a relação entre os partidos e a sociedade.
Segundo Lula, o modelo atual incentiva práticas que afastam as siglas da população. “Eu preferia meu partido quando a gente tinha que vender camiseta para arrumar dinheiro, para colocar gasolina e poder fazer outro comício. Esse negócio de fundo partidário não me agrada, porque está levando os partidos à promiscuidade”, declarou.
Lula critica fundo partidário e questiona distribuição de recursos
Ao longo da convenção, Lula critica fundo partidário ao afirmar que algumas legendas recebem valores elevados de recursos públicos sem, segundo ele, prestar contas diretamente à população. O presidente também defendeu mudanças na forma de distribuição desses recursos.
Na avaliação do chefe do Executivo, o modelo atual criou uma distorção entre os partidos políticos. “Fez todos nós virarmos iguais. Eu conheço gente no Congresso, de partido, que recebe R$ 1 bilhão por ano, sem prestar contas ao povo brasileiro. É uma inversão que precisamos mudar”, afirmou.
O Fundo Partidário é um mecanismo de financiamento público destinado à manutenção das atividades dos partidos políticos. Diferentemente do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), esses recursos não são exclusivos para campanhas e também podem ser utilizados no funcionamento cotidiano das legendas.
Presidente promete enfrentar modelo das emendas parlamentares
Além das críticas ao Fundo Partidário, Lula afirmou que pretende rever a relação entre os Poderes caso conquiste um quarto mandato. Segundo ele, um novo governo terá como prioridade promover mudanças estruturais, incluindo a discussão sobre o atual modelo das emendas parlamentares.
Durante o pronunciamento, o presidente declarou que pretende enfrentar o sistema de distribuição das emendas, tema que tem gerado debates entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional nos últimos anos.
“Eu quero que vocês saibam que a minha quarta Presidência é para mudar muita coisa nesse país. E vai ter briga com a emenda parlamentar, com o papel que hoje tem o Poder Legislativo”, afirmou.
Na sequência, Lula também criticou o que considera uma ampliação das atribuições do Congresso sobre o orçamento federal. Segundo o presidente, o atual cenário reduz a capacidade de atuação do Poder Executivo.
“Daqui a pouco, qual é o direito que tem o presidente da República? Nenhum!”, declarou.
