O ataque em escola na Tailândia deixou nove mortos, segundo o novo balanço divulgado neste sábado (8). O número aumentou após a confirmação da morte de um estudante que estava internado. O caso ocorreu na escola Debsirin, na província de Nonthaburi, ao norte de Bangkok.
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Segundo as autoridades tailandesas, um adolescente cometeu o ataque e morreu posteriormente. Antes disso, ele também matou os dois avós, com quem morava. Entre as vítimas do episódio estão ainda cinco professores e funcionários da instituição.
Outras pessoas permanecem hospitalizadas em estado grave, de acordo com informações do Ministério da Saúde da Tailândia. As autoridades continuam acompanhando a situação dos sobreviventes.
O chefe da Polícia Forense, Wiroon Supasingsiripreecha, informou que as vítimas morreram após serem atingidas por disparos. A polícia, entretanto, mantém a investigação para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Escola lamenta morte de estudante
A escola Debsirin publicou uma manifestação nas redes sociais após confirmar a morte do estudante neste sábado. A instituição também prestou solidariedade à família e homenageou os cinco professores e funcionários que morreram.
O aluno cursava o “Mattayom 1”, etapa escolar que normalmente reúne estudantes de 12 e 13 anos. Dessa forma, a confirmação da morte provocou novas manifestações de pesar dentro da comunidade escolar.
Enquanto isso, as autoridades seguem investigando as circunstâncias que antecederam o ataque. O objetivo é compreender como o adolescente teve acesso à arma e quais fatores podem ter contribuído para o episódio.
Polícia investiga possível motivação
A polícia tailandesa interrogou os pais do adolescente e busca identificar a motivação do ataque. Durante a investigação, os agentes encontraram no computador do jovem vídeos relacionados a ataques armados contra escolas dos Estados Unidos.
A pistola utilizada no crime estava registrada em nome do avô do adolescente. A informação passou a integrar a apuração sobre a origem da arma e as circunstâncias que permitiram o acesso ao equipamento.
O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que as primeiras informações indicam planejamento prévio. Segundo ele, os investigadores avaliam ainda possíveis fatores relacionados a dificuldades nos estudos e pressão familiar por desempenho escolar.
Um dos avós do adolescente era professor aposentado. No entanto, as autoridades ainda investigam as circunstâncias e não apontaram uma única causa definitiva para o ataque.
Segundo caso em escola em cerca de um ano
O ataque em escola representa o segundo episódio com disparos registrado em uma instituição de ensino na Tailândia em aproximadamente um ano. No caso anterior, a diretora de uma escola em Hat Yai morreu após um homem entrar armado no local.
O novo episódio também reacendeu o debate sobre o acesso a armas de fogo no país. De acordo com dados do Small Arms Survey citados na pauta, a Tailândia possui cerca de 15,14 armas de fogo para cada 100 civis.
Além disso, integrantes das forças de segurança possuem acesso a armas em razão de suas funções. Por isso, o controle e a circulação desses equipamentos voltaram ao centro das discussões após o episódio.
O caso também é considerado o ataque a tiros mais grave registrado no país desde outubro de 2022. Naquele ano, um ex-policial atacou uma creche em Uthai Sawan, no nordeste da Tailândia, deixando 34 mortos, incluindo 22 crianças e uma professora grávida.
