O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesse sábado (8) que os EUA destruíram o programa nuclear do Irã e reduziram de forma significativa as capacidades militares de Teerã. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa “Saturday in America”, da Fox News.
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Segundo Vance, as forças americanas também atingiram as capacidades militares convencionais do Irã e reduziram sua estrutura de atuação assimétrica. No entanto, o vice-presidente não apresentou detalhes técnicos ou novas informações que permitam avaliar a extensão dos danos provocados pelas ações militares.
Vance afirmou ainda que o governo do presidente Donald Trump agora avalia se o Irã pretende promover mudanças de longo prazo para melhorar as relações com Washington. Além disso, ele avisou que os Estados Unidos continuarão pressionando Teerã caso o governo iraniano não aceite as condições defendidas pela Casa Branca.
Programa nuclear do Irã e pressão sobre Teerã
Durante a entrevista, Vance declarou que os Estados Unidos destruíram as principais capacidades nucleares e militares iranianas. Entretanto, a afirmação ocorre em meio a novas tensões entre os dois países e às negociações envolvendo a segurança regional.
O vice-presidente também relacionou a política americana à situação energética do Oriente Médio. Segundo ele, Washington pretende ampliar a produção de petróleo e gás na região para aumentar a oferta internacional e reduzir os preços dos combustíveis e da energia para consumidores americanos.
Além disso, Vance afirmou que os Estados Unidos continuarão exercendo pressão sobre o Irã enquanto acompanham possíveis mudanças na postura do governo de Teerã.
Estreito de Ormuz aumenta tensão
A situação ganha ainda mais importância por causa do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte internacional de petróleo e gás. O fechamento ou a restrição da passagem pode provocar impactos sobre o mercado global de energia.
Mais cedo neste sábado, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que a reabertura do estreito depende da aceitação, pelos Estados Unidos, das condições apresentadas por Teerã. Além disso, os iranianos exigiram que Washington deixe de interferir nas negociações regionais.
As declarações fazem referência às conversas entre Irã e Omã sobre uma possível solução para a navegação na região. Por outro lado, Teerã mantém uma posição firme e afirma que um eventual entendimento com Omã não levará automaticamente à reabertura da passagem.
O Irã anunciou um novo fechamento do Estreito de Ormuz em meados de julho, em meio aos ataques entre forças iranianas e americanas. Antes da guerra, a região respondia por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo.
