Política

Lula inicia campanha com estádio cheio e críticas aos EUA

Foto: Reprodução/PT

A campanha de Lula começou oficialmente neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu o Estádio Municipal 1º de Maio, símbolo de sua trajetória sindical, para abrir a disputa pela reeleição.

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O ato reuniu militantes, apoiadores e aliados. Além disso, a campanha apostou na força das imagens para mostrar mobilização, com expectativa de reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas no estádio.

A escolha do local também criou uma disputa simbólica com Flávio Bolsonaro (PL), que realizou simultaneamente um ato de campanha em Copacabana, no Rio de Janeiro.

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Campanha de Lula aposta em trajetória e soberania

Durante o discurso, Lula evitou confrontos diretos e concentrou a fala em sua trajetória política, nos resultados apresentados pelo governo e na comparação com a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao relembrar a própria história, o presidente afirmou que sua chegada pela terceira vez à Presidência da República só pode ser explicada pelo “dedo de Deus”. Lula também citou a morte da ex-mulher, Marisa Letícia, e agradeceu à atual esposa, a primeira-dama Janja Lula da Silva.

Janja abriu os discursos no palco. Além disso, ela homenageou Marisa e destacou a participação da ex-mulher de Lula nas mobilizações do movimento sindical e na história do PT. Em um momento descontraído, a primeira-dama também cantou o jingle da campanha ao lado de um cantor gospel.

Por outro lado, Lula dedicou parte do discurso a temas econômicos e à relação do Brasil com Estados Unidos e China. O presidente defendeu maior controle nacional sobre minerais críticos e terras raras.

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Segundo Lula, o Brasil deve evitar a exportação desses recursos em estado bruto. Dessa forma, o país poderia ampliar a produção nacional de celulares, chips, baterias e outros produtos de maior valor agregado.

“Nós não queremos exportar o mineral bruto para depois comprar as coisas prontas”, afirmou.

Segurança, educação e indústria entram no discurso

Na segurança pública, Lula defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública caso o Congresso aprove a proposta de emenda à Constituição sobre o tema. Ele também defendeu ações contra organizações criminosas e seus responsáveis.

Além disso, o presidente prometeu ampliar as escolas de tempo integral. Segundo Lula, o modelo pode ajudar estudantes e, ao mesmo tempo, facilitar a rotina de pais e mães que trabalham.

Na área econômica, o candidato citou a Nova Indústria Brasil e afirmou que o programa recebeu investimentos próximos de R$ 800 bilhões. Lula também apresentou números sobre inflação, desemprego, geração de empregos e crescimento econômico para comparar seu governo com a gestão Bolsonaro.

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O presidente pediu votos para Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e defendeu a eleição de aliados para o Congresso Nacional. Assim, o primeiro ato da campanha combinou referências pessoais, defesa das ações do governo e apresentação das principais bandeiras que devem marcar a disputa eleitoral.

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