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Vistos para Brasil: tribunal dos EUA anula suspensão

Foto: Marcelo Camargo

Um tribunal federal dos Estados Unidos anulou a suspensão de vistos para Brasil e outros 74 países, determinada pelo governo do presidente Donald Trump no início do ano. A decisão considera que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ultrapassou suas competências legais ao aplicar a medida.

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A sentença, assinada pela juíza Jeannette Vargas, do Distrito Sul de Nova York, tem 61 páginas. Além disso, a magistrada classificou a proibição como “manifestamente ilegal” e questionou a justificativa apresentada pelo governo norte-americano para suspender a emissão dos documentos.

Segundo a decisão, autoridades dos Estados Unidos receberam orientação para negar vistos até mesmo a imigrantes que preenchiam os requisitos exigidos e apresentavam condições de se manter financeiramente. Dessa forma, a política teria contrariado uma norma que determina a análise individual de cada pedido.

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Vistos para Brasil podem passar por nova análise

A medida suspensa pelo tribunal atingia cidadãos de 75 países. Entre eles estavam Brasil, Colômbia, Cuba, Guatemala, Haiti, Nicarágua e Uruguai. Além disso, a lista incluía países de outras regiões, como Afeganistão, Egito, Iraque, Irã, Marrocos, Nigéria, Rússia, Somália, Tailândia e Iêmen.

A suspensão entrou em vigor em janeiro e provocou impactos sobre famílias e solicitantes que aguardavam autorização para imigrar para os Estados Unidos. Agora, a decisão judicial determina a revogação das negativas de visto que tiveram como único fundamento a política questionada.

Como resultado, milhares de solicitações que já passaram por análise poderão ser revisadas pelas autoridades norte-americanas. No entanto, a decisão não significa que todos os pedidos receberão aprovação automática, já que cada processo deverá continuar sujeito às exigências previstas na legislação de imigração.

Ação foi movida por imigrantes e familiares

O processo que resultou na decisão contou com diferentes autores. Entre eles estavam cinco profissionais da Colômbia que tiveram pedidos de visto negados com base na nova política.

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Além disso, seis cidadãos norte-americanos afirmaram que a suspensão prejudicou familiares que vivem em Gana, Jamaica, Guatemala e Etiópia. O caso foi citado pelo jornal The New York Times.

A decisão também provocou reação de organizações que atuam na defesa dos direitos de imigrantes. Joanna Cuevas Ingram, advogada principal do National Immigration Law Center, classificou a sentença como uma vitória para famílias afetadas pela política.

Segundo ela, o tribunal deixou claro que as leis de imigração não podem servir de justificativa para práticas discriminatórias.

Governo dos EUA ainda não se manifestou

A presidente e diretora executiva da organização Democracy Forward, Skye Perryman, também comemorou a decisão. Para ela, a sentença representa uma rejeição à política que, segundo sua avaliação, provocou prejuízos a famílias e comunidades nos Estados Unidos.

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Perryman afirmou ainda que o governo Trump-Vance não pode utilizar a legislação de imigração para impedir a entrada de cidadãos de países inteiros, separar famílias ou negar direitos constitucionais sem responder pelos atos.

Até o momento, o Departamento de Estado e a Casa Branca não haviam divulgado posicionamento oficial sobre a decisão judicial.

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