Economia

Governo estuda cobrança de empresas com muitos trabalhadores PJ

Governo estuda cobrança de empresas com muitos PJs Ministro da Fazenda diz que avalia contribuição previdenciária para companhias com parcela elevada de trabalhadores não contemplados pela CLT

O governo federal estuda uma nova forma de cobrança previdenciária para empresas que concentram uma parcela elevada de trabalhadores contratados como pessoa jurídica (PJ). A discussão envolve a chamada pejotização, modelo no qual o profissional presta serviços por meio de uma empresa própria, em vez de manter vínculo de emprego pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A proposta ainda está em avaliação. Portanto, não existe, neste momento, uma nova cobrança aprovada para empresas que utilizam esse modelo de contratação.

A discussão ocorre em meio ao debate sobre os efeitos da pejotização na arrecadação da Previdência e nas relações de trabalho. Estudos da Receita Federal apontam diferença significativa entre a arrecadação gerada por trabalhadores contratados como pessoa jurídica e aquela obtida nos vínculos celetistas.

Governo avalia contribuição sobre empresas

A ideia em análise busca atingir empresas que utilizam uma quantidade elevada de trabalhadores PJ em relação ao número de empregados contratados pela CLT.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Dessa forma, o governo pretende avaliar se companhias que mantêm uma parcela muito pequena de funcionários celetistas deveriam contribuir de maneira diferente para a Previdência.

No entanto, os detalhes da possível cobrança ainda dependem de estudos técnicos e de uma definição sobre o modelo que poderia ser adotado.

Por enquanto, o governo não apresentou uma alíquota definitiva nem estabeleceu quais empresas seriam alcançadas pela medida.

O que é a pejotização

A pejotização ocorre quando um profissional presta serviços por meio de uma pessoa jurídica, como uma empresa individual, em vez de trabalhar com vínculo empregatício tradicional.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Nesse modelo, o trabalhador emite nota fiscal pelos serviços prestados e recebe o pagamento por meio da empresa.

Por outro lado, um empregado contratado pela CLT possui direitos trabalhistas previstos na legislação, como férias, 13º salário, FGTS e outros benefícios.

A contratação de prestadores como PJ pode ocorrer de forma legal quando existe efetivamente uma relação comercial entre as partes. Entretanto, a Justiça pode reconhecer vínculo empregatício quando a relação apresenta características típicas de emprego.

Por que o governo discute o tema

A discussão envolve principalmente os efeitos da pejotização sobre a arrecadação previdenciária.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Atualmente, empresas em geral recolhem contribuição previdenciária patronal de 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos empregados e trabalhadores avulsos. A legislação, porém, prevê regras diferentes para determinadas situações e setores.

Quando uma empresa substitui um empregado por um prestador PJ, a estrutura de recolhimento muda. Por isso, o governo avalia os impactos desse modelo sobre as receitas destinadas à Previdência.

A própria Receita Federal elaborou estudo sobre a pejotização e apontou uma diferença relevante entre a arrecadação média associada à contratação por pessoa jurídica e aquela relacionada ao vínculo celetista.

Medida ainda não foi definida

Apesar das discussões, o governo ainda precisa definir como uma eventual cobrança funcionaria.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Entre os pontos que precisam de avaliação estão o percentual de trabalhadores PJ que poderia caracterizar uma concentração elevada, a base de cálculo da contribuição e quais tipos de empresas entrariam na regra.

Além disso, qualquer mudança que crie uma nova obrigação tributária ou previdenciária precisará seguir as regras legais e o processo legislativo ou regulatório correspondente.

Portanto, empresas que atualmente contratam profissionais como PJ não precisam considerar a existência de uma nova cobrança como fato consumado.

Debate sobre trabalhadores CLT e PJ

A discussão também envolve os efeitos da pejotização sobre os trabalhadores.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Um profissional contratado pela CLT conta com direitos previstos na legislação trabalhista. Já o trabalhador PJ atua como prestador de serviços e, em regra, não possui os mesmos direitos de um empregado celetista.

Por isso, o debate envolve tanto a arrecadação previdenciária quanto a proteção trabalhista.

O governo também precisa considerar situações em que a contratação como pessoa jurídica representa uma relação comercial legítima e casos em que o formato pode esconder uma relação de emprego.

Proposta ainda está em estudo

A eventual cobrança para empresas com grande concentração de trabalhadores PJ ainda depende de novos estudos e de uma decisão do governo.

Anúncio. Rolar para continuar lendo.

Assim, qualquer mudança nas regras deverá ser anunciada oficialmente antes de entrar em vigor.

Até lá, permanecem válidas as regras atuais para contratação de empregados e prestadores de serviços.

Notícias relacionadas

Economia

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (24) que o avanço do endividamento e da inadimplência preocupa a autoridade monetária. A...

Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, recebe a primeira-dama Janja da Silva nesta segunda-feira (24) para discutir ações de combate...

Mundo

O Irã responde às ameaças dos Estados Unidos em meio ao aumento da pressão econômica sobre o país. Neste domingo (23), o presidente iraniano,...

Brasil

Usuários relatam dificuldades para utilizar o Pix na manhã deste domingo (23). A dúvida “Pix está fora do ar” ganhou força após a plataforma...

Copyright © 2025 TV Ponta Negra.
Desenvolvido por Pixel Project.

Sair da versão mobile