Política

Hertz Dias cita boicote e critica governo Lula

Foto: Reprodução

O candidato do PSTU à Presidência da República, Hertz Dias, afirmou neste sábado (29) que existe um boicote às candidaturas do partido e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante entrevista à TV Globo, Dias também apresentou propostas de estatização de setores estratégicos e afirmou que pretende governar com apoio de conselhos populares, e não do Congresso Nacional.

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O candidato citou como exemplo a exclusão de Vera Lúcia, também do PSTU, de um debate para o governo de São Paulo. O encontro reuniu o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT).

Segundo Dias, o episódio demonstra a falta de democratização do processo eleitoral e a existência de um “cordão sanitário” contra candidaturas do PSTU. “Quem não é visto não é lembrado. Existe um boicote muito profundo às candidaturas do PSTU em função do programa que a gente tem apresentado”, afirmou.

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No entanto, o candidato não apresentou evidências de uma ação coordenada para excluir o partido. Além disso, a concentração da disputa paulista entre Tarcísio e Haddad, por si só, não comprova a existência de uma articulação contra a legenda.

Hertz Dias critica Lula e defende estatização

Hertz Dias critica Lula ao apontar a relação do governo federal com grandes empresários e grupos econômicos. Para o candidato, o governo petista abandonou uma postura de enfrentamento aos setores mais ricos.

Além disso, Dias afirmou que o Executivo deveria adotar medidas mais voltadas aos interesses da classe trabalhadora. Ele também criticou a tentativa do governo de negociar mudanças na jornada de trabalho com o Congresso.

Por outro lado, o candidato do PSTU apresentou uma proposta econômica baseada na estatização de empresas dos setores de mineração, energia, petróleo e siderurgia. Segundo Dias, os recursos gerados por essas companhias deveriam financiar a reconstrução do parque industrial brasileiro.

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Nesse sentido, o programa prevê investimentos em áreas como semicondutores, inteligência artificial e digitalização. A proposta também busca combater o processo de desindustrialização e reduzir a dependência brasileira da exportação de commodities.

O PSTU ainda defende a taxação de grandes fortunas, o controle de capitais e a suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros. Além disso, o partido propõe a revogação das reformas trabalhista e previdenciária.

Fim da escala 6×1 está entre prioridades

Dias colocou o fim da escala 6×1 entre as principais bandeiras de sua campanha. Ele defende uma jornada de 36 horas semanais, sem redução salarial.

De acordo com o candidato, os custos de adaptação para pequenas e médias empresas deveriam ser compensados por uma tributação maior sobre bilionários. A pauta também apareceu em uma agenda de campanha realizada em São José dos Campos.

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Na ocasião, Dias visitou a entrada de fábricas antes do início do expediente. Dessa forma, buscou aproximar a campanha dos trabalhadores da indústria.

O candidato também afirmou que o governo federal deixa de arrecadar cerca de R$ 1 trilhão por ano por causa de isenções e fraudes fiscais. Entretanto, a estimativa não foi confirmada por uma fonte oficial nas consultas mencionadas na pauta. Por isso, o valor deve ser tratado como uma afirmação do candidato.

Candidato quer governar com conselhos populares

Outra proposta apresentada por Hertz Dias envolve a forma de organização do governo. Caso seja eleito, ele afirmou que não pretende governar apoiado no Congresso Nacional.

Em vez disso, Dias quer utilizar conselhos populares formados por sindicatos, movimentos sociais, associações, organizações territoriais e entidades estudantis. Além disso, defende a possibilidade de revogar mandatos de políticos que não cumprirem as promessas de campanha.

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O candidato também propõe limitar a remuneração dos políticos ao salário médio de um professor qualificado. Assim, a campanha do PSTU combina mudanças econômicas, redução da jornada de trabalho e maior participação de organizações populares nas decisões políticas.

Quem é Hertz Dias?

Hertz Dias tem 55 anos, é professor e atua politicamente ligado à defesa da classe trabalhadora. Sua candidatura apresenta propostas de redução da jornada de trabalho, estatização de setores estratégicos e mobilização popular.

Nas pesquisas mais recentes citadas na pauta, Dias apareceu com 0% das intenções de voto no levantamento nacional do Datafolha divulgado em 21 de agosto. Além disso, ele também não pontuou na pesquisa Quaest realizada no Distrito Federal em 25 de agosto.

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