A inundação no Nepal e na China já provocou pelo menos 804 mortes após a violenta avalanche registrada na última quarta-feira (26). O balanço divulgado neste domingo (30) aponta 788 mortos no Nepal e outros 16 óbitos na China.
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Além disso, as autoridades dos dois países contabilizam milhares de pessoas desaparecidas. No Nepal, 2.502 pessoas ainda não tiveram o paradeiro localizado, enquanto a China registra 546 desaparecidos. Dessa forma, o número conjunto chega a 3.048 pessoas.
As autoridades, no entanto, alertam que os números podem mudar durante as operações. Equipes de resgate continuam trabalhando para localizar vítimas e atualizar os dados do desastre.
Inundação no Nepal mobiliza milhares de agentes
O governo nepalês mobilizou mais de 19,8 mil integrantes do Exército e da Polícia para atuar no quinto dia de buscas. As equipes concentram esforços principalmente nas áreas atingidas pelos deslizamentos e em instalações de geração de energia.
Entre os pontos mais críticos estão usinas hidrelétricas soterradas pela avalanche. Segundo as autoridades, mais de 900 trabalhadores podem estar presos nesses locais. Por isso, os agentes mantêm as buscas como uma das principais prioridades da operação.
Até o momento, o Nepal informa ter resgatado 8.730 pessoas. Desse total, 279 foram retiradas de projetos hidrelétricos com o auxílio de helicópteros. Além disso, 227 estrangeiros estão entre as pessoas resgatadas.
O país também recebeu sacos herméticos para cadáveres enviados por parceiros internacionais. Enquanto isso, os corpos que ainda não foram identificados permanecem em 21 hospitais distribuídos por diferentes distritos.
Buscas continuam após desastre
As autoridades iniciaram o sepultamento de parte das vítimas não identificadas devido ao avanço da decomposição dos corpos. Entretanto, as equipes continuam trabalhando para confirmar identidades e localizar pessoas desaparecidas.
A situação também afeta turistas estrangeiros que estavam nas regiões atingidas. Entre os mais de 3 mil desaparecidos registrados nos dois países, há centenas de estrangeiros, segundo os dados divulgados pelas autoridades.
A China informou uma evolução em uma das áreas de maior risco. Uma represa natural formada por um deslizamento de terra na região afetada começou a escoar de maneira espontânea.
Segundo o Ministério de Gestão de Emergências da China, a estrutura já está “praticamente esvaziada” no sudoeste do Tibete. Assim, a redução do volume de água diminui parte do risco associado ao represamento natural.
Mesmo com essa melhora localizada, as operações de emergência continuam. As equipes mantêm o foco na localização dos desaparecidos, no atendimento aos sobreviventes e na identificação das vítimas.
