A Nasa lançou neste domingo (30) o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, um dos principais observatórios astronômicos da agência espacial dos Estados Unidos. O Telescópio Roman é lançado com a missão de investigar alguns dos maiores mistérios da astrofísica e da cosmologia.
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O projeto recebeu investimento de aproximadamente US$ 4 bilhões, valor equivalente a cerca de R$ 20,7 bilhões. Além disso, a Nasa utilizou um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, para levar o observatório ao espaço a partir do Centro Espacial Kennedy.
O equipamento foi desenvolvido para estudar fenômenos como a energia escura e a matéria escura. Ao mesmo tempo, a missão pretende testar teorias sobre a gravidade em grandes escalas e ampliar a busca por planetas fora do Sistema Solar.
Telescópio Roman é lançado para mapear o Universo
Depois do lançamento, o Roman seguirá em direção ao chamado Ponto de Lagrange 2, uma região do espaço localizada a aproximadamente 1,5 milhão de quilômetros da Terra, na direção oposta ao Sol. O Telescópio Espacial James Webb também opera nessa região.
A missão principal terá duração prevista de cinco anos. Entretanto, segundo a Nasa, o observatório poderá contar com combustível suficiente para permanecer em operação por até mais cinco anos.
O Roman possui um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro, praticamente o mesmo tamanho do espelho do Telescópio Espacial Hubble. Apesar disso, o novo observatório utiliza tecnologias mais modernas e tem estrutura cerca de 80% mais leve.
A principal vantagem do Roman está no campo de visão. O telescópio poderá observar uma área do céu aproximadamente 100 vezes maior que a observada pelo Hubble em uma única imagem.
Dessa forma, o equipamento conseguirá produzir grandes panoramas do Universo em luz infravermelha. Além disso, poderá realizar em poucos anos levantamentos que levariam décadas para o Hubble completar.
Missão busca respostas sobre energia e matéria escura
Um dos principais objetivos da missão será investigar a energia escura, fenômeno associado à expansão acelerada do Universo. Para isso, o Roman observará grandes regiões do Cosmos e ajudará os cientistas a medir como o Universo se expandiu ao longo do tempo.
Outro foco será a matéria escura. Embora os cientistas não consigam observá-la diretamente, seus efeitos gravitacionais influenciam a distribuição da matéria e a trajetória da luz.
Nesse sentido, o Roman utilizará a técnica conhecida como lente gravitacional fraca. O método permitirá identificar distorções na luz causadas pela presença de grandes concentrações de matéria escura.
Assim, os pesquisadores poderão construir mapas mais detalhados da distribuição dessa matéria pelo Universo e estudar sua influência na formação das estruturas cósmicas.
Telescópio vai procurar milhares de exoplanetas
A busca por novos mundos também terá papel central na missão. O Roman pretende identificar até 100 mil novos exoplanetas, ampliando significativamente o catálogo de planetas conhecidos fora do Sistema Solar.
Além disso, o observatório ajudará os pesquisadores a compreender com que frequência surgem sistemas planetários semelhantes ao nosso. A análise poderá revelar padrões sobre a formação e a evolução de planetas em diferentes regiões da galáxia.
O telescópio também fará um amplo levantamento da Via Láctea. Como resultado, os cientistas poderão produzir um mapa tridimensional mais detalhado da nossa galáxia, incluindo estrelas e outros objetos celestes.
Roman amplia capacidade de observação da Nasa
A missão Nancy Grace Roman representa mais um avanço na capacidade da Nasa de estudar o Universo em grande escala. Enquanto observatórios como o Hubble produziram imagens que transformaram a astronomia, o Roman foi planejado para observar áreas muito maiores do céu.
Por isso, o equipamento poderá reunir enormes volumes de dados sobre galáxias, estrelas, planetas e fenômenos cosmológicos. Além disso, seus resultados poderão complementar as observações realizadas pelo James Webb e por outros telescópios.
Entre as principais perguntas da missão estão a natureza da energia escura, a composição da matéria escura e a frequência de sistemas planetários semelhantes ao Sistema Solar.
