Um detento fugiu da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Região Metropolitana de Natal. Segundo as primeiras informações sobre o caso, o interno aproveitou uma área relacionada à obra de ampliação da unidade para deixar o complexo prisional.
A fuga mobilizou equipes da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, que iniciaram buscas para localizar o detento. As autoridades também trabalham para esclarecer as circunstâncias que permitiram a saída do interno.
Detento usa área de obra para fugir de Alcaçuz
De acordo com as informações iniciais, o detento utilizou a área da obra como parte da rota de fuga. A intervenção estrutural ocorre dentro do complexo penitenciário e criou um ponto que o interno conseguiu aproveitar para deixar a unidade.
Além disso, as equipes de segurança passaram a verificar as estruturas utilizadas durante a fuga. O objetivo é identificar exatamente por onde o preso conseguiu sair e se houve alguma falha nos procedimentos de vigilância.
A Polícia Penal também deve analisar imagens das câmeras de segurança para reconstruir os passos do detento antes da fuga.
Polícia Penal realiza buscas
Após a identificação da fuga, policiais penais iniciaram buscas na região de Alcaçuz e Nísia Floresta.
As equipes trabalham para localizar o interno e impedir que ele consiga se afastar da área do complexo penitenciário. Além disso, outras forças de segurança podem apoiar as buscas caso haja necessidade.
A orientação é para que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro do fugitivo procure as autoridades e não tente realizar a abordagem por conta própria.
Alcaçuz já registrou outras fugas
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz é a maior unidade prisional do Rio Grande do Norte e fica em Nísia Floresta. Ao longo dos anos, o complexo registrou diferentes tentativas e fugas de detentos.
Em julho de 2026, por exemplo, 11 presos permaneceram foragidos após uma fuga registrada no Presídio Rogério Coutinho Madruga, unidade que integra o Complexo de Alcaçuz. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) chegou a divulgar um cartaz com os nomes e fotografias dos fugitivos.
Além disso, policiais penais já frustraram outras tentativas de fuga no complexo. Em fevereiro de 2025, agentes encontraram um buraco em uma cela durante uma inspeção e impediram uma fuga em massa que envolveria 22 detentos.
Obras exigem reforço na segurança
A utilização de uma área de obras como rota de fuga também chama atenção para a necessidade de reforço da segurança durante intervenções estruturais em unidades prisionais.
Em junho de 2025, policiais penais encontraram três celulares escondidos no teto de uma cela de Alcaçuz durante uma obra. Os aparelhos estavam camuflados com reboco e foram localizados quando equipes retiraram parte do revestimento da estrutura.
Agora, a área utilizada pelo detento na fuga deverá passar por avaliação das autoridades responsáveis pela unidade. A análise poderá apontar se houve falha estrutural ou de vigilância e quais medidas serão necessárias para evitar novos episódios.
Investigação deve esclarecer circunstâncias
A Polícia Penal deverá apurar as circunstâncias da fuga e identificar todos os pontos utilizados pelo detento.
Além disso, a administração penitenciária pode analisar os procedimentos adotados pelos agentes no momento do ocorrido. Dessa forma, a investigação poderá apontar eventuais responsabilidades e indicar mudanças nos protocolos de segurança.
Enquanto as buscas continuam, as forças de segurança mantêm atenção redobrada na região para tentar localizar o fugitivo.
