A defesa da produtora Karina Gama considerou positiva a quebra de sigilo da investigação que envolve a empresa Go Up Entertainment, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo. A manifestação ocorreu após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o levantamento do sigilo sobre elementos da apuração.
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Em nota, os advogados afirmaram que recebem a decisão com respeito e avaliam que a divulgação das informações contribui para esclarecer os fatos investigados. Segundo a defesa, a transparência permite que a sociedade acompanhe o andamento do caso.
Karina Gama é proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, obra sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, ela preside o Instituto Conhecer Brasil, entidade que também aparece entre os alvos da investigação.
Defesa afirma que Karina não cometeu ilícitos
Na quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra a produtora e o ICB. A ação ocorreu no âmbito da investigação que resultou na Operação Make Up.
Conforme a decisão de Flávio Dino, as entidades e empresas investigadas também ficaram impedidas de participar de licitações e de firmar contratos com o poder público. A medida alcançou o Instituto Conhecer Brasil e outras pessoas jurídicas relacionadas à apuração.
No entanto, a defesa de Karina Gama afirma que a investigação não representa uma acusação ou uma condenação. Os advogados sustentam que a produtora não praticou qualquer ilícito e defendem que o caso siga os procedimentos previstos na legislação.
“Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos”, afirmou a defesa na nota. Além disso, os advogados destacaram que a repercussão política não deve substituir o devido processo legal.
Defesa apoia transparência na investigação
A defesa também declarou que não se opõe à divulgação das informações reunidas durante a investigação. Segundo os advogados, a quebra de sigilo pode contribuir para diferenciar os fatos apurados de interpretações políticas sobre o caso.
Por outro lado, a defesa ressaltou que a investigação ainda precisa avançar antes de qualquer conclusão sobre responsabilidades. Dessa forma, os advogados defendem que as informações sejam analisadas dentro do processo e com respeito ao direito de defesa.
A apuração envolve a Polícia Civil de São Paulo e busca esclarecer questões relacionadas ao Instituto Conhecer Brasil e a um contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo.
