O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viaja neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). O debate geral da organização começa na terça-feira (22) e reunirá representantes dos 193 Estados-membros.
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Segundo a agenda presidencial, Lula deve chegar à cidade por volta das 18h15 no horário local, equivalente a 19h15 em Brasília. Além disso, o presidente terá compromissos antes da abertura oficial do debate.
Na segunda-feira (21), Lula concederá uma entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN International. Depois, está previsto um encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
Lula participa da abertura da Assembleia Geral
Na terça-feira (22), Lula se reunirá com o secretário-geral da ONU, António Guterres. Em seguida, participará da abertura do Debate Geral da 81ª Assembleia Geral.
Por tradição, o Brasil faz o primeiro discurso entre os chefes de Estado no Debate Geral da ONU desde 1955. Depois do pronunciamento brasileiro, os Estados Unidos fazem sua manifestação. A programação oficial deste ano ocorre entre 22 e 28 de setembro.
O tema da 81ª sessão é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”. A programação reúne líderes mundiais para discutir desafios internacionais e buscar soluções por meio da cooperação multilateral.
Soberania brasileira deve estar entre os temas
Durante a passagem por Nova York, Lula deve destacar a defesa da soberania brasileira. Além disso, o presidente pretende abordar medidas de combate ao crime organizado e questões relacionadas às eleições de outubro.
Segundo informações da agenda do governo, o discurso também deverá tratar de temas ligados à cooperação internacional e ao papel do multilateralismo. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que Lula levará à ONU a defesa do diálogo entre países e de mudanças na estrutura do Conselho de Segurança.
A previsão é que o presidente não cite nominalmente Donald Trump durante o discurso. Lula também não deve abordar diretamente a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação do governo é que questões relacionadas à Corte fazem parte da esfera interna brasileira.
Após o pronunciamento, Lula poderá conceder uma entrevista coletiva à imprensa. No entanto, o compromisso ainda depende de confirmação. A previsão da agenda presidencial é que o presidente deixe Nova York ainda na terça-feira (22).
