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Anvisa aprova novo medicamento para câncer de mama avançado

Medicamento oral | Pixabay

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o registro do medicamento Etcamah (camizestranto), indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático.

Segundo a Anvisa, o Etcamah é uma alternativa terapêutica direcionada, especialmente para pacientes que ainda não apresentaram progressão radiológica, mas já demonstram a presença do gene ESR1 mutante (alteração genética que faz as células do câncer de mama resistirem aos tratamentos hormonais tradicionais).

O medicamento, de uso oral, trata tumores com as seguintes características: positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) após surgimento da mutação ESR1 durante o tratamento com terapia endócrina em combinação com um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses, e sem sinais de progressão radiológica e/ou clínica.

“O medicamento é um degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) de nova geração e antagonista completo desse receptor. Ele atua bloqueando e promovendo a degradação do receptor de estrogênio nas células tumorais, reduzindo o crescimento de tumores dependentes desse hormônio”, explicou a agência.

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O que é câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, e outros, não. Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

Os médicos apontam que não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados à doença, incluindo aspectos comportamentais e genéticos (veja lista abaixo). O risco de desenvolver o câncer, contudo, aumenta com a idade, sendo maior a partir dos 50 anos.

Fatores de risco:

Comportamentais/ambientais

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  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa
  • Sedentarismo (não fazer exercícios)
  • Consumo de bebida alcoólica
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia)

História reprodutiva/hormonais

  • Primeira menstruação (menarca) antes dos 12 anos
  • Não ter tido filhos
  • Primeira gravidez após os 30 anos
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos
  • Ter feito uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) por tempo prolongado
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos

Hereditários/genéticos (5% a 10% dos casos)

  • História familiar de: câncer de ovário, câncer de mama em homens, câncer de mama em mãe, irmã ou filha, principalmente antes dos 50 anos
  • Mulher que possui alterações genéticas herdadas na família, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2

Apesar de raro (apenas 1% dos diagnósticos), o câncer de mama também pode afetar homens. Em ambos os casos, os sinais e sintomas incluem:

  • Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos.
  • Alterações no bico do peito (mamilo).
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço.
  • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos.
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

Além de estarem atentas ao próprio corpo, é recomendado que as mulheres, sobretudo entre 50 a 69 anos, façam exame de rotina, como a mamografia e o exame clínico das mamas, que identificam alterações suspeitas nas mamas. A confirmação da doença, por sua vez, é feita pelo exame histopatológico (biópsia), que analisa uma pequena parte retirada da lesão.

Há tratamento?

Nos últimos anos, houve grandes avanços no tratamento do câncer de mama, o que traz esperança para muitas mulheres. Novas abordagens, como as terapias-alvo e a imunoterapia, têm mostrado resultados mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Essas terapias ajudam a atacar mais especificamente as células cancerígenas, reduzindo os efeitos adversos do tratamento.

Além disso, os testes moleculares têm se tornado cada vez mais importantes. Os procedimentos analisam as características do tumor e ajudam os médicos a decidirem qual o melhor tratamento para cada caso — adaptando-se às necessidades individuais de cada paciente. O acesso a novos medicamentos e a técnicas cirúrgicas também melhorou, oferecendo mais opções para as mulheres.

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