A endometriose pode provocar sintomas que vão além da cólica menstrual intensa. A doença também pode causar dor pélvica, desconforto durante as relações sexuais e alterações intestinais e urinárias. Por isso, reconhecer os sinais pode ajudar a buscar avaliação médica mais cedo.
A condição ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero. Dessa forma, a endometriose pode atingir regiões como ovários, trompas, intestino e bexiga. Os sintomas, entretanto, variam de uma pessoa para outra.
Quais são os principais sintomas da endometriose?
Entre os sinais mais conhecidos está a cólica menstrual intensa. Além disso, a mulher pode apresentar dor pélvica crônica e dor durante a relação sexual com penetração.
A doença também pode provocar infertilidade. Em alguns casos, entretanto, os sintomas aparecem principalmente no intestino ou no sistema urinário. O Ministério da Saúde reconhece as queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico entre as manifestações da endometriose.
1. Dor ao evacuar
A dor durante a evacuação pode aparecer entre os sinais de endometriose. Esse sintoma merece atenção principalmente quando ocorre de forma recorrente e apresenta relação com o período menstrual.
Além disso, algumas pessoas podem apresentar outros sintomas intestinais durante a menstruação. A presença desses sinais não confirma a doença, mas pode indicar a necessidade de investigação médica.
2. Urgência para urinar
Alterações urinárias também podem ocorrer em casos de endometriose. A doença pode atingir a bexiga e provocar sintomas que aparecem ou pioram durante determinados períodos do ciclo menstrual.
Por isso, uma vontade frequente ou urgente de urinar, principalmente quando acompanha outros sintomas pélvicos, merece avaliação profissional.
3. Escapes de urina
Os escapes de urina também podem aparecer em quadros que envolvem alterações do sistema urinário. No entanto, esse sintoma possui diversas causas possíveis e, isoladamente, não significa que a pessoa tenha endometriose.
Assim, a avaliação deve considerar o conjunto de sintomas, o histórico da paciente e a relação dos sinais com o ciclo menstrual.
4. Cólica menstrual intensa
A cólica menstrual forte está entre os sintomas mais conhecidos da endometriose. Contudo, nem toda cólica intensa significa que a pessoa tenha a doença.
Segundo o Ministério da Saúde, somente uma avaliação profissional pode indicar se existe suspeita de endometriose. Portanto, dores muito intensas ou diferentes do padrão habitual devem ser investigadas.
5. Dor pélvica persistente
A dor pélvica crônica também pode estar relacionada à endometriose. Segundo a FEBRASGO, a dor pélvica persistente não deve ser negligenciada, pois pode ter diferentes causas e exige avaliação adequada.
Além disso, a endometriose pode provocar dor durante as relações sexuais e dificuldades para engravidar. Por isso, a combinação de diferentes sintomas reforça a importância de procurar atendimento especializado.
Quando procurar atendimento?
A endometriose pode apresentar sintomas diferentes em cada pessoa. Além disso, algumas mulheres podem ter a doença sem apresentar sintomas, enquanto outras enfrentam dores intensas mesmo sem alterações nos exames de imagem.
Por isso, mudanças no ciclo menstrual, dor fora do habitual, cólicas intensas ou sintomas intestinais e urinários recorrentes devem ser avaliados por um profissional de saúde.
O diagnóstico pode ser desafiador. Segundo o Ministério da Saúde, atualmente as mulheres levam, em média, sete anos para receber o diagnóstico.
Dessa forma, a investigação precoce pode contribuir para o controle dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida.
Endometriose tem tratamento?
Sim. O tratamento depende dos sintomas, da localização e da extensão da doença, além de fatores como idade e desejo de engravidar.
De acordo com o Ministério da Saúde, a abordagem pode incluir medicamentos, cirurgia ou a combinação das duas estratégias. Além disso, o SUS oferece tratamento clínico e cirúrgico para a endometriose.
Assim, quem apresenta sintomas ou suspeita da doença pode procurar uma Unidade Básica de Saúde. A equipe de atenção primária pode avaliar o quadro e, quando necessário, encaminhar a paciente para atendimento especializado.
