O Irã apresentou aos Estados Unidos um plano de 7 dias para restabelecer a navegação normal pelo Estreito de Ormuz. A proposta foi anunciada na sexta-feira (25) pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, durante declarações em Nova York, onde ocorre a Assembleia Geral das Nações Unidas.
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Segundo Araqchi, o plano foi transmitido a Washington por meio do Catar e depende da aceitação dos Estados Unidos. Além disso, o chanceler afirmou que as medidas previstas poderiam ser implementadas gradualmente, com a retomada da passagem marítima no sexto dia e o início de novas negociações no sétimo.
De acordo com o ministro, os Estados Unidos teriam quatro ou cinco dias para cumprir as medidas previstas. Depois disso, o Irã reabriria o estreito no sexto dia. Finalmente, as partes retomariam as negociações para buscar um acordo definitivo no sétimo dia.
Plano de 7 dias prevê retomada da navegação
Araqchi afirmou que as medidas solicitadas a Washington já fazem parte dos compromissos previstos no memorando de entendimento firmado entre os dois países em Islamabad, em junho. Segundo o chanceler, portanto, a implementação dependeria agora de uma decisão do governo norte-americano.
A proposta surgiu após contatos entre representantes dos dois países realizados em Nova York. As conversas discutiram medidas graduais relacionadas ao conflito, à navegação pelo Estreito de Ormuz e às condições para uma retomada das negociações.
Além disso, autoridades iranianas indicaram que as discussões também envolvem questões econômicas. Entre os pontos mencionados estão o bloqueio econômico e o acesso a ativos financeiros iranianos congelados em razão de sanções dos Estados Unidos.
O Estreito de Ormuz possui importância estratégica para o comércio internacional de energia. Por isso, qualquer alteração na navegação pelo corredor marítimo pode repercutir nos mercados de petróleo e combustíveis.
Irã mantém posição sobre negociações
Durante a declaração na ONU, Araqchi afirmou que o Irã continua disposto a negociar. No entanto, o ministro também declarou que Teerã não aceitará pressão ou intimidação para abrir mão do que considera seus direitos soberanos.
Segundo a posição apresentada pelo chanceler, a retomada da navegação depende de medidas concretas por parte dos Estados Unidos. O governo iraniano também acusa Washington de ter prejudicado compromissos anteriores por meio de ações militares e medidas unilaterais. Essas afirmações representam a posição do governo iraniano e não constituem uma conclusão independente sobre as responsabilidades pelo conflito.
A Organização das Nações Unidas registrou a declaração de Araqchi, incluindo a afirmação de que o cronograma começaria somente após a aceitação norte-americana. O documento também registra a proposta iraniana de restaurar o tráfego marítimo em sete dias.
Estados Unidos rejeitam proposta, diz Trump
A situação mudou neste sábado (26). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que rejeitou a proposta apresentada pelo Irã. A declaração foi divulgada enquanto Teerã aguardava uma resposta oficial de Washington sobre o plano.
Com isso, o cronograma de sete dias apresentado por Teerã não avançou conforme a proposta anunciada na sexta-feira. A rejeição também mantém as negociações entre os dois países em um cenário de incerteza.
Enquanto isso, o Estreito de Ormuz continua no centro das discussões diplomáticas e econômicas relacionadas ao conflito. Assim, a evolução das conversas entre Washington e Teerã poderá definir os próximos passos sobre a navegação na região e sobre uma eventual retomada das negociações.
