O primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), deixou fora do Congresso Nacional nomes conhecidos da política brasileira. Entre os derrotados estão ex-ministros, ex-governadores, ex-presidentes do Congresso e parlamentares com décadas de atuação.
Alguns tentavam a reeleição, enquanto outros buscavam retornar ao Legislativo depois de períodos afastados de cargos eletivos.
Senadores não conseguem renovar mandato
Entre os principais nomes que deixam o Senado está Randolfe Rodrigues (PT-AP). Senador desde 2011 e líder do governo no Congresso desde 2023, ele disputava uma das duas vagas do Amapá, mas não conseguiu se reeleger.
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também ficou fora das duas vagas ao Senado. Parlamentar desde 2011, ele foi ministro-chefe da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro (PL) e é um dos principais nomes do PP no país.
Outro nome de peso derrotado foi Renan Calheiros (MDB-AL). Senador desde 1995 e ex-presidente da Casa, o parlamentar deixará o Congresso depois de mais de três décadas no Senado.
Também não conseguiram renovar seus mandatos os senadores Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Esperidião Amin (PP-SC). Amin tem uma trajetória política iniciada na década de 1970, com passagens pelo governo de Santa Catarina, pela prefeitura de Florianópolis, Câmara dos Deputados e Senado.
Ex-senadores ficam fora da Casa
A eleição também frustrou as tentativas de retorno ao Senado de políticos conhecidos nacionalmente.
Em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que encerra neste ano seu mandato como deputado federal, disputou uma vaga no Senado, mas não foi eleito. Ex-governador de Minas, ex-presidente da Câmara e ex-senador, Aécio também disputou a Presidência da República em 2014.
Em São Paulo, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ficaram fora das duas vagas em disputa. Tebet obteve 19,23% dos votos e Marina, 18,12%. Os eleitos foram Guilherme Derrite (PP), com 30,59%, e André do Prado (PL), com 29,28%. Tebet foi ministra do Planejamento e Orçamento e Marina, do Meio Ambiente e Mudança do Clima, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No Paraná, a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) também tentou retornar ao Senado, onde exerceu mandato entre 2011 e 2019, mas não conseguiu uma das vagas. Gleisi é ex-presidente do Partido dos Trabalhadores e ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula.
No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) buscava voltar ao Senado. Filha do ex-presidente da República José Sarney, a ex-governadora do estado por quatro mandatos e ex-senadora também não foi eleita.
Benedita da Silva (PT), ex-governadora, ex-senadora, ex-ministra e deputada constituinte, disputou uma vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro, mas ficou fora da Casa. Benedita encerra seu mandato na Câmara neste ano.
No Rio Grande do Sul, o deputado federal e ex-ministro Paulo Pimenta (PT) também tentou chegar ao Senado, mas terminou a disputa atrás de Sanderson (PL), Marcel van Hattem (Novo) e Manuela d’Ávila (Psol). Sanderson e Van Hattem foram eleitos.
Ex-ministros ficam fora da Câmara
Entre os nomes que buscavam uma cadeira na Câmara dos Deputados está José Dirceu (PT-SP). Ex-deputado federal e ex-ministro-chefe da Casa Civil, ele voltou a disputar uma eleição em 2026, mas não conseguiu se eleger.
Em Goiás, Delúbio Soares (PT), ex-tesoureiro nacional do partido, também tentou chegar à Câmara dos Deputados, sem sucesso.
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