Apenas um dos quatro setores da Bacia Potiguar considerados no leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realizado na última quarta-feira (7), no Rio de Janeiro, recebeu ofertas. O setor SPOT-T4 teve sete blocos arrematados, enquanto SPOT-T2, SPOT-T3 e SPOT-T5 não receberam propostas.
O resultado faz parte do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, que terminou com 49 blocos arrematados em sete bacias sedimentares. Segundo a ANP, o bônus de assinatura somou cerca de R$ 3 bilhões.
PetroReconcavo e Aguila arrematam áreas
Na Bacia Potiguar, as empresas PetroReconcavo e Aguila arremataram sete blocos no setor SPOT-T4. As ofertas somaram aproximadamente R$ 1,84 milhão em bônus de assinatura, com previsão de R$ 15,96 milhões em investimentos mínimos na fase de exploração.
Os outros três setores potiguares não atraíram propostas neste ciclo. O resultado ocorre em uma bacia com décadas de exploração de petróleo e gás, cuja produção terrestre no Rio Grande do Norte vem diminuindo nos últimos anos.
ANP mantém áreas da bacia em futuras ofertas
A ausência de propostas em três setores não significa, necessariamente, perda de interesse pela Bacia Potiguar. O SPOT-T4 recebeu ofertas no mesmo leilão, e a ANP aprovou, em setembro, 24 novos blocos terrestres da região para futuras rodadas da Oferta Permanente.
A agência também adota medidas para estimular investimentos em campos maduros, incluindo mecanismos relacionados à prorrogação de contratos e à redução de royalties em determinadas condições.
