O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) que o partido recorrerá à Justiça contra a suspensão do canal “Exército do Lula”, determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. O petista fez a declaração antes de participar de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo.
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“Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou Lula à imprensa.
Além disso, o presidente questionou a imparcialidade de decisões que, segundo ele, prejudicam sua candidatura. O petista citou a indicação de Nunes Marques ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 2020, pelo então presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial.
Lula recorrerá à Justiça contra decisão do TSE
Durante a declaração, Lula afirmou que percebe decisões que considera tendenciosas contra sua candidatura. O presidente também criticou a suspensão do canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), apoiador de sua campanha.
“Já venho percebendo, há alguns dias, que existem muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Nós não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas votarem em mim”, declarou.
A iniciativa do PT busca contestar a decisão judicial e, conforme Lula, estabelecer condições que considera mais equilibradas para a disputa eleitoral. No entanto, o resultado do questionamento dependerá da análise da Justiça Eleitoral.
Campanha de Flávio Bolsonaro pediu suspensão
O pedido que levou à suspensão do canal partiu da campanha de Flávio Bolsonaro. A representação alegou que o espaço no WhatsApp disseminava informações falsas sobre o possível cancelamento de benefícios e programas sociais caso o candidato do PL vencesse a eleição.
O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones com o objetivo declarado de mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais. A disputa está marcada para 25 de outubro.
Janones rebateu as acusações e afirmou que o canal ainda estava em fase de mobilização e crescimento da audiência. Segundo o deputado, a iniciativa buscava reunir participantes e explicar como funcionaria a atuação do grupo.
“A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funcionar”, afirmou o parlamentar.
Disputa judicial ocorre durante o segundo turno
A suspensão do canal ampliou o embate entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro nas redes sociais e na Justiça Eleitoral. Enquanto a campanha do PL aponta possível disseminação de desinformação, Lula e Janones contestam a medida e defendem a continuidade da mobilização política.
