A Meta nega interferência eleitoral após acusações feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a cerca de 15 dias do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A empresa, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, afirma que os problemas técnicos relatados pela equipe petista não atingiram exclusivamente o Brasil nem foram direcionados a contas específicas.
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A campanha de Lula, por sua vez, acusa a companhia de reduzir o alcance das publicações do presidente e favorecer o adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a equipe, as dificuldades incluem problemas para impulsionar conteúdos, queda no alcance das postagens e desativação da conta de anúncios da campanha.
Diante das denúncias, a coordenação jurídica de Lula anunciou que acionará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para solicitar a apuração dos fatos. Enquanto isso, a Meta nega favorecimento a qualquer candidatura e afirma cumprir as normas eleitorais.
TSE cobra explicações da Meta em 48 horas
No sábado (10), o TSE determinou que a empresa apresente esclarecimentos sobre possíveis restrições ao conteúdo da campanha de Lula no prazo de 48 horas. A decisão busca esclarecer as circunstâncias relatadas pela equipe do presidente e verificar eventuais mudanças no funcionamento das plataformas durante o período eleitoral.
Entre os pontos que a Corte quer esclarecer estão as medidas aplicadas aos perfis de Lula e de terceiros, as alterações no alcance das publicações, possíveis anomalias nas métricas de visualização e a desativação da conta de anúncios da campanha.
Além disso, a determinação exige que a Meta preserve registros e dados relacionados ao caso. Dessa forma, as informações poderão contribuir para a análise das alegações apresentadas à Justiça Eleitoral.
Campanha de Lula relata problemas desde 2025
De acordo com a equipe petista, as dificuldades nas plataformas se repetem desde o fim de 2025. A campanha cita episódios de restrição de perfis nos mecanismos de busca do Instagram e problemas para impulsionar conteúdos durante a disputa eleitoral.
Além disso, os representantes de Lula questionam diferenças de engajamento entre as páginas do presidente e de Flávio Bolsonaro. A equipe considera que essas ocorrências precisam de esclarecimentos para verificar se houve tratamento desigual entre as candidaturas.
A Meta, no entanto, contesta as acusações. Em nota, a empresa classificou as alegações como falsas e afirmou que os problemas técnicos mencionados não afetaram apenas usuários brasileiros ou contas específicas.
A companhia também declarou que está comprometida com a isonomia no uso de suas plataformas e com o cumprimento das regras eleitorais. Assim, a empresa sustenta que não atuou para beneficiar qualquer candidatura.
Apuração deve esclarecer as denúncias
A decisão do TSE acrescenta uma etapa institucional à disputa sobre o funcionamento das redes sociais durante a campanha eleitoral. Agora, as informações solicitadas à Meta poderão ajudar a esclarecer as ocorrências relatadas pelos representantes de Lula.
Por outro lado, as acusações da campanha e a resposta da empresa ainda precisam ser examinadas à luz dos dados e dos esclarecimentos apresentados às autoridades. A existência de problemas técnicos, por si só, não comprova interferência eleitoral.
