O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nessa sexta-feira (16), durante sabatina na TV Globo, que mudou de posição sobre o fim da escala 6×1 e não pretende tentar reverter a medida. Segundo o senador, as conversas com trabalhadores durante viagens pelo Brasil influenciaram sua decisão.
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“Resolvi seguir a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros”, declarou Flávio ao explicar a mudança de posicionamento. A escala 6×1 prevê seis dias de trabalho para um de descanso e está no centro das discussões sobre a jornada profissional no país.
De acordo com o parlamentar, os relatos que ouviu durante suas viagens mostraram apoio ao encerramento desse modelo de jornada. Além disso, ele afirmou que sempre defendeu maior liberdade nas relações trabalhistas, embora reconheça a importância de considerar as necessidades dos trabalhadores.
Flávio Bolsonaro comenta fim da escala 6×1
Durante a sabatina, Flávio Bolsonaro citou a situação de mães solo como exemplo das dificuldades enfrentadas por quem precisa conciliar o emprego com os cuidados dos filhos. Segundo ele, a rigidez da escala pode dificultar o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho.
“Com essa escala 6×1 engessada, não conseguia um emprego”, afirmou o senador, ao mencionar a realidade de pessoas que não têm com quem deixar as crianças enquanto trabalham.
Nesse contexto, o candidato defendeu a necessidade de considerar as diferentes situações familiares na discussão sobre as jornadas profissionais. A mudança de posicionamento, conforme explicou, ocorreu após ouvir as demandas apresentadas por trabalhadores em diferentes regiões do Brasil.
Além disso, ao afirmar que não pretende reverter o fim da escala, Flávio sinalizou que respeitará a preferência que atribui à maioria dos trabalhadores sobre o tema.
Senador aponta outros problemas enfrentados pelos trabalhadores
Apesar de apoiar o encerramento da escala 6×1, Flávio Bolsonaro ponderou que a redução dos dias de trabalho não resolveria, isoladamente, os problemas enfrentados pela população.
Durante a entrevista, ele mencionou a insegurança no transporte público e as dificuldades financeiras de trabalhadores que não conseguem manter o orçamento até o fim do mês.
“Todo mundo quer trabalhar menos e ganhar mais”, declarou.
Na sequência, o senador questionou se um dia adicional de folga seria suficiente para transformar a realidade de quem enfrenta assaltos durante o deslocamento para o trabalho e termina o mês sem recursos financeiros.
Dessa forma, o candidato relacionou o debate sobre a jornada profissional a outras questões sociais e econômicas, como a segurança pública e o poder de compra dos salários.
Debate sobre jornada de trabalho ganha espaço na política
A discussão sobre o fim da escala 6×1 envolve temas como qualidade de vida, produtividade, remuneração e condições de trabalho. Por isso, a proposta tem mobilizado trabalhadores, representantes políticos e diferentes setores da economia.
Por um lado, defensores da mudança argumentam que mais tempo de descanso pode favorecer a convivência familiar e o bem-estar dos profissionais. Por outro, a implementação de uma nova jornada também levanta discussões sobre custos para empresas, organização das escalas e possíveis impactos no mercado de trabalho.
Nesse cenário, a declaração de Flávio Bolsonaro marca uma mudança em seu posicionamento sobre o tema. O candidato afirmou que não pretende reverter o fim da escala 6×1 e justificou a decisão com base nas conversas que manteve com trabalhadores durante suas viagens pelo país.
