O candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, afirmou que pretende ampliar o diálogo com eleitores de diferentes posições políticas para conquistar votos no segundo turno das eleições estaduais. Em entrevista ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, com a jornalista Micarla de Sousa, o petista destacou o alinhamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comentou o apoio de novas lideranças à campanha e apresentou propostas para as áreas fiscal, econômica e da saúde.
Cadu também reafirmou o compromisso de manter os salários dos servidores estaduais em dia, defendeu o controle das despesas públicas e prometeu elevar a participação da saúde no orçamento estadual.
Polarização e disputa pelos votos
Ao abordar a polarização política, Cadu criticou o posicionamento do adversário Allyson Bezerra e afirmou que o segundo turno tornou mais claras as diferenças entre as candidaturas. Segundo o petista, sua campanha pretende dialogar inclusive com eleitores que votam no ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Tenho compromisso com o nosso estado, com a honestidade e com a democracia”, declarou.
O candidato afirmou que não pretende restringir o diálogo a quem compartilha de suas posições políticas. Para ele, a disputa exige apresentar propostas e conquistar a confiança do eleitorado, inclusive de quem não votou em Lula no primeiro turno.
Cadu também reforçou sua ligação política com o presidente e pediu votos para ambos. “Sou o candidato do presidente Lula. Eu voto em Lula e peço voto para Lula”, afirmou durante a entrevista.
Apoio de Ezequiel Ferreira amplia alianças
O candidato também comentou a chegada de novas lideranças à campanha, entre elas o deputado estadual Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PSDB, que havia apoiado Álvaro Dias no primeiro turno.
Cadu citou ainda nomes como Gustavo Soares, Cristiano Dantas e Taveira entre as lideranças que, segundo ele, contribuem para ampliar a base política da candidatura.
Ao comentar as adesões, o petista destacou a importância da lealdade entre aliados e afirmou que as novas alianças devem ser construídas em diálogo com os grupos que já integravam a campanha.
Para Cadu, a ampliação do apoio político precisa estar associada a compromissos com a população. Ele também defendeu uma campanha baseada na apresentação de sua trajetória na administração pública e nas propostas para o estado.
Equilíbrio fiscal e salários em dia
Na área econômica, Cadu afirmou que pretende manter os salários dos servidores estaduais em dia e valorizar o funcionalismo público. O candidato também defendeu medidas para enfrentar o desequilíbrio das contas estaduais sem recorrer a novos aumentos de impostos.
Questionado sobre sua atuação como secretário estadual e a política tributária, ele afirmou que não pretende aumentar impostos durante um eventual governo. Segundo o petista, a estratégia será combinar crescimento econômico, ampliação da arrecadação e controle das despesas públicas.
Cadu também mencionou a necessidade de enfrentar o déficit previdenciário. Entre as medidas apresentadas, citou mudanças nas contribuições patronais dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, além da segregação de massas previdenciárias e da criação de um fundo imobiliário para gerar receitas.
O candidato afirmou ainda que a política de reajustes dos servidores e o controle do crescimento da folha precisam caminhar junto com a responsabilidade fiscal, sem retirada de direitos.
Saúde: mais recursos e atendimento regionalizado
Para a saúde pública, Cadu apresentou propostas voltadas à redução das filas e à ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias.
Uma das iniciativas citadas foi o programa Saúde na Hora Certa, que prevê o uso da telemedicina para facilitar o atendimento com médicos especialistas. O candidato também propôs a criação de centrais regionais de diagnóstico, para aproximar a realização de exames da população do interior.
Outra medida é fortalecer os hospitais regionais para ampliar a oferta de cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
Cadu afirmou que pretende elevar a participação da saúde no orçamento estadual dos atuais 12%, percentual mínimo constitucional citado por ele, para uma faixa entre 15% e 16%.
O candidato também mencionou o Hospital Metropolitano, em construção em parceria com o governo federal, como parte dos investimentos destinados a ampliar a estrutura hospitalar do estado.
Desenvolvimento econômico e geração de empregos
Cadu defendeu a atração de investimentos em infraestrutura, energia renovável, fruticultura e exploração de petróleo como caminhos para impulsionar a economia potiguar.
Entre os projetos citados, estão a duplicação da BR-304 e a proposta do Porto de Caiçara do Norte. Segundo o candidato, os investimentos podem ampliar a atividade econômica e gerar empregos no Rio Grande do Norte.
Ele também afirmou que pretende manter políticas de incentivos fiscais para atrair empresas, desburocratizar processos e garantir licenciamento ambiental responsável.
Na avaliação do petista, o crescimento econômico precisa vir acompanhado de investimentos em educação e de medidas para ampliar a capacidade financeira do estado.
Cadu também defendeu o fortalecimento da agricultura familiar, com ampliação das compras públicas, apoio aos quintais produtivos e investimentos em mecanização. Para ele, a expansão de setores como energia renovável e mineração deve coexistir com as atividades tradicionais e gerar benefícios para a população local.
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