A Polícia Civil de São Paulo investiga seis mortes de crianças atendidas no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os óbitos ocorreram entre janeiro e julho de 2026 e chegaram ao conhecimento das autoridades na quarta-feira (21). A investigação busca esclarecer as circunstâncias de cada caso e identificar possíveis irregularidades.
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O caso foi registrado no 8º Distrito Policial (Brás), que instaurou um inquérito para apurar os fatos. Para isso, os investigadores devem ouvir profissionais de saúde e testemunhas, além de analisar os prontuários médicos das crianças.
No entanto, a investigação ainda precisa esclarecer as causas das mortes. Até o momento, as informações divulgadas não estabelecem uma relação entre os seis óbitos nem apontam responsabilidade da instituição ou de profissionais envolvidos nos atendimentos.
Polícia analisa prontuários e ouve profissionais
A apuração inclui a análise dos registros médicos e a coleta de depoimentos. Dessa forma, a Polícia Civil pretende reconstruir as circunstâncias dos atendimentos e verificar as condições clínicas de cada paciente.
Além disso, os prontuários podem ajudar os investigadores a compreender os diagnósticos, os procedimentos realizados e a evolução dos quadros clínicos. A análise técnica será importante para esclarecer se existe alguma ligação entre os casos ou se as mortes ocorreram por motivos diferentes.
Segundo as informações divulgadas pela SSP, as autoridades receberam a comunicação dos óbitos na quarta-feira (21). Entretanto, não foram detalhados publicamente os diagnósticos das crianças nem as circunstâncias específicas de cada morte.
Por isso, a investigação deverá considerar as particularidades de cada atendimento antes de chegar a conclusões. A confirmação de eventuais responsabilidades dependerá dos elementos reunidos durante o inquérito.
Hapvida afirma que casos envolvem quadros clínicos distintos
Em nota, a Hapvida, grupo responsável pela administração do Hospital Salvalus, afirmou que trata os relatos com seriedade. A empresa também ressaltou que os casos envolvem situações clínicas diferentes e que não é possível atribuir todos os óbitos a uma mesma causa sem comprovação técnica.
A instituição informou que atua como referência em maternidade de alto risco e assistência pediátrica de alta complexidade. Por esse motivo, recebe pacientes com condições graves que exigem acompanhamento especializado.
Entre os quadros citados pelo hospital estão prematuridade extrema, malformações, síndromes genéticas e infecções que demandam cuidados médicos complexos. Segundo a instituição, essas condições podem apresentar diferentes níveis de gravidade e exigir tratamentos específicos.
Além disso, o hospital informou que atendeu mais de mil crianças na unidade ao longo de 2026. A administração afirmou que as avaliações realizadas até o momento identificaram históricos clínicos distintos entre os casos analisados.
Hospital diz não ter identificado origem infecciosa comum
Ainda conforme a nota da instituição, as avaliações realizadas até agora não identificaram uma origem infecciosa comum entre os casos examinados. A informação integra o posicionamento do hospital, enquanto a investigação policial segue em andamento.
