A Polícia Federal (PF) apura informações sobre uma possível fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Argentina, após ele afirmar que recebeu uma ordem judicial que o proibia de deixar o Brasil.
Dois aliados políticos de Flávio confirmaram à coluna que o senador atravessou a fronteira com a Argentina e pretendia seguir para os Estados Unidos. A versão, no entanto, é contestada pelo governo argentino. O SBT News tenta contato com Flávio desde as primeiras horas desta terça-feira (27).
O porta-voz do presidente Javier Milei, Fabián Fernández, negou, em declaração à Bloomberg, que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. Segundo ele, também não houve decolagem para os Estados Unidos de uma aeronave com as características descritas pela imprensa argentina.
As informações são contraditórias e, até o momento, não há confirmação independente de que o senador tenha atravessado a fronteira ou embarcado em um voo internacional.
Plano mantido em sigilo
Segundo a apuração da coluna, os aliados que relatam a saída do senador afirmam que o esquema foi montado de última hora e mantido sob sigilo. Apenas dois aliados políticos teriam sido informados sobre o plano.
De acordo com esses interlocutores, Flávio pretendia chegar aos Estados Unidos após passar pelo território argentino. Pessoas próximas ao senador também afirmam que ele se considera alvo de perseguição política no Brasil, especialmente após a derrota na eleição presidencial e as medidas judiciais que passaram a atingi-lo.
Avião particular e versão argentina
O jornal argentino Infobae publicou que Flávio teria atravessado a fronteira utilizando a carteira de identidade, documento aceito para entrada de brasileiros na Argentina.
Segundo a reportagem, um avião particular Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A., tinha decolagem prevista de Puerto Iguazú, na província de Misiones, para as 2h desta terça-feira (27), no horário local.
SBT News
