O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) inaugura, em 4 de novembro, o Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França, no prédio histórico da Avenida Rio Branco, no bairro da Cidade Alta, em Natal. A programação de abertura inclui a exposição de Candido Portinari, com 20 réplicas autorizadas de obras do artista, e uma aula magna com João Cândido Portinari, filho do pintor e presidente da Associação Cândido Portinari.
O novo espaço ocupará o antigo Campus Natal – Cidade Alta do IFRN e terá atividades voltadas à produção cultural, à experimentação artística, à formação e à aproximação entre a instituição e a sociedade.
Centro cultural terá galeria, museu e espaços de formação
Na primeira etapa de funcionamento, o Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França contará com a Galeria de Artes Thomé Filgueira, o Museu do Brinquedo Popular, a Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte, um laboratório de corte e costura e um auditório adaptado para projeções audiovisuais.
O espaço também terá um polo para empresas parceiras e salas destinadas a capacitações e workshops.
A segunda etapa prevê a entrega de salas de dança e música, ateliê de artes visuais, sala de teatro, cafeteria cultural e a Rádio IFRN 95,3, que está em fase final de reforma. A previsão é que esses ambientes comecem a funcionar no primeiro semestre de 2027.
Exposição de Portinari aborda o trabalhador brasileiro
A exposição que marca a abertura do centro cultural reúne 20 réplicas autorizadas pela Associação Cândido Portinari. A mostra apresenta representações de homens e mulheres em suas atividades profissionais e destaca a presença do trabalho na construção da identidade brasileira.
A programação inclui uma aula magna com João Cândido Portinari, que deverá abordar a obra e o legado de seu pai. O público também poderá participar de visitas mediadas por produtores culturais, com o objetivo de ampliar o contato com as obras e estimular o diálogo sobre a arte brasileira.
A abertura da exposição marca ainda a reabertura da Galeria de Artes Thomé Filgueira, que passa a integrar a estrutura do novo centro.
Prédio histórico do IFRN ganha nova função
O edifício da Avenida Rio Branco foi o primeiro prédio do IFRN no Rio Grande do Norte e teve papel importante na expansão da educação profissional no estado. O local abrigou atividades acadêmicas até 2020 e, após obras de requalificação, passa a receber iniciativas culturais e artísticas.
Segundo o diretor-geral do Centro de Tecnologia e Cultura, Lerson Maia, a proposta é ampliar a utilização do imóvel e aproximar cultura, tecnologia e economia solidária.
“A nova proposta amplia o papel do imóvel para além de sua função educacional original. O CTC nasce com a perspectiva de reunir iniciativas que conectam cultura, tecnologia e economia solidária, tornando o prédio um ambiente de circulação de ideias, formação de agentes culturais, experimentação e acesso à produção criativa”, afirma.
Com a abertura do centro, o IFRN pretende ampliar as oportunidades de formação e o acesso à produção cultural, aproveitando a estrutura histórica para receber atividades artísticas e iniciativas voltadas à comunidade.
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