A arte como expressão de um território, registro de uma memória coletiva e possibilidade de imaginar novos futuros. É a partir dessa perspectiva que o IX Salão Dorian Gray abre suas portas neste sábado, 31 de outubro, às 9h30min na Pinacoteca Potiguar, instalada no Palácio Potengi, em Natal. A exposição vai reunir obras de 90 artistas selecionados entre os 158 inscritos, número recorde na trajetória do Salão.
Nesta edição, a exposição homenageia o programa Feito Potiguar, do Sebrae RN, que reconhece e valoriza produtos e serviços vinculados à identidade do estado. No Salão, essa perspectiva ganha dimensão artística com o mote “Arte, Identidade, Memória e Inovação” e propõe que o entendimento da identidade de um povo ultrapasse a materialidade e alcance o intangível – conhecimentos, práticas e processos criativos que constituem a cultura local.
“Ao aproximar tradição e contemporaneidade, saberes, inovação e memória, o Salão amplia o alcance do Feito Potiguar, reconhecendo na produção artística uma das expressões mais potentes da criatividade e da identidade do nosso Estado”, afirma Zeca Melo, diretor-superintendente do Sebrae RN.
Consolidado como espaço de visibilidade para a produção artística local, o evento combina exposição e reconhecimento de novos talentos. Por isso, durante a abertura, serão anunciados os três primeiros colocados da mostra competitiva, que receberão, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil em Prêmios Aquisição Sebrae RN – Feito Potiguar.
A iniciativa também concederá dez menções honrosas aos outros artistas participantes. Além disso, será entregue um Prêmio Aquisição de Reconhecimento de Trajetória Artística de R$2.5 mil concedido pelo mandato do deputado federal Benes Leocádio e Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar, para um artista escolhido pela comissão de seleção.
“Mais do que uma exposição competitiva, o Salão afirma-se como um programa de valorização da produção artística contemporânea, reunindo criadores de diferentes linguagens para refletir sobre o que significa produzir arte a partir do Rio Grande do Norte e dialogar, ao mesmo tempo, com questões universais do nosso tempo”, destacam os curadores Manoel Onofre Neto e Dione Caldas.
Seleção de obras e júri popular
A seleção dos 90 trabalhos ficou a cargo de um júri formado pela artista e curadora Dione Caldas, por Everardo Araújo Ramos, professor do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e por Eduardo Viana, diretor de Marketing do Sebrae RN. Além destes, outros 60 artistas já consagrados no cenário local foram convidados a compor a seleção, sem participar da competição para “ampliar o cenário das artes potiguares de forma inclusiva com os novos nomes”.
Uma grande novidade da edição de 2026 será a criação de um júri popular para que, com a participação do público, sejam entregues R$2.5 mil em prêmios para a obra que obtiver mais votos O resultado será divulgado em dezembro, durante evento integrado à programação do Salão.
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