O bloco do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terminou as eleições legislativas com 53 das 120 cadeiras do Parlamento, abaixo dos 68 que possuía na legislatura anterior. Os resultados oficiais foram divulgados pela Comissão Eleitoral Central na madrugada desta sexta-feira (30).
A oposição, liderada por Gadi Eisenkot, conquistou 48 assentos. Já os partidos árabes alcançaram 19 cadeiras, o melhor resultado da história do grupo. Apesar de somarem 67 parlamentares, os dois campos contrários a Netanyahu não têm uma aliança garantida para formar o próximo governo.
O Likud, partido de Netanyahu, foi a maior legenda individual, com 27 cadeiras. O Yashar, de Eisenkot, ficou em segundo lugar, com 21. Entre os demais partidos eleitos estão B’Yachad, com 12 assentos; Lista Conjunta, com 11; e Democratas, com oito.
O comparecimento às urnas foi de 77,9%, o maior desde 1999, segundo a comissão eleitoral. Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados.
O que acontece agora?
O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá receber os resultados oficiais completos na quarta-feira (4 de novembro). Depois, vai se reunir com os líderes dos partidos para ouvir suas recomendações sobre quem deve receber a missão de formar o próximo governo.
O parlamentar escolhido terá inicialmente 28 dias para construir uma coalizão, prazo que pode ser prorrogado por mais duas semanas. Caso não consiga, Herzog poderá indicar outro nome para tentar formar uma maioria.
Para governar com maioria no Knesset, são necessários pelo menos 61 dos 120 assentos. Tanto Netanyahu quanto Eisenkot afirmaram que pretendem liderar o próximo governo, mas nenhum dos blocos tem, até agora, apoio suficiente para alcançar esse número.
O líder do partido Democratas, Yair Golan, defendeu a participação das legendas árabes em uma eventual coalizão de oposição. Já outros líderes oposicionistas, como Eisenkot, Naftali Bennett e Avigdor Liberman, descartaram ou demonstraram resistência a uma aliança com esses partidos.
SBT News
