O senador Rogério Marinho (PL-RN) oficializou, nesta quarta-feira (4), a candidatura à Presidência do Senado Federal para a próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. Durante o lançamento, em Brasília, o parlamentar afirmou que já reúne mais de 40 votos para vencer a disputa pelo comando da Casa.
Para conquistar a presidência, o candidato precisa de pelo menos 41 votos entre os 81 senadores. Marinho pretende enfrentar o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que também busca a reeleição.
O senador potiguar afirmou que analistas consideram Alcolumbre favorito por sua capacidade de articulação política. Durante o discurso, Marinho criticou a atuação do governo federal nas negociações e declarou: “O governo vai tentar comprar a consciência dos senhores, mas não vai conseguir”.
Marinho promete mudanças na condução do Senado
Ao apresentar suas propostas, o senador disse que pretende adotar uma condução diferente da atual gestão, com respeito à proporcionalidade das bancadas e à democracia.
Marinho também defendeu que o Senado amplie sua atuação na análise de políticas públicas e exerça o papel de equilíbrio entre as instituições. Segundo ele, o Congresso precisa recuperar autonomia e capacidade de atuação.
O parlamentar negou que o conflito com o Supremo Tribunal Federal (STF) será a principal pauta de uma eventual gestão. Ele afirmou que a responsabilização de ministros da Corte será uma de suas bandeiras, mas que só defenderá processos de impeachment em casos de crimes de responsabilidade.
Anistia aos condenados pelo 8 de janeiro está entre as pautas
Outra bandeira apresentada por Marinho é o avanço do projeto de anistia aos condenados pelos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023.
O senador também afirmou que pretende defender as prerrogativas dos parlamentares e a liberdade de expressão. Na avaliação dele, integrantes do Congresso estariam “amedrontados” e enfrentariam limitações no exercício dos mandatos.
Durante o lançamento da candidatura, Marinho voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que pretende atuar para fortalecer a autonomia do Legislativo.
Eleição será em fevereiro de 2027
A eleição para a Presidência do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando começa a próxima legislatura. A disputa também envolve articulações entre partidos e bancadas para a formação de apoios.
Embora Marinho afirme ter mais de 40 votos, a votação será secreta. Por isso, os apoios declarados durante as negociações não representam necessariamente os votos que serão registrados no dia da eleição.
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