Um incêndio em Sepetiba resultou na morte de duas crianças na zona oeste do Rio de Janeiro e gerou forte comoção na comunidade. Uma menina de 4 anos e um menino de 2 morreram após a casa onde moravam pegar fogo no início da noite desse sábado (27). As crianças estavam sozinhas no imóvel, sob a suposta supervisão do irmão mais velho, de 8 anos, que não estava dentro da residência no momento do incidente.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 19h. As equipes chegaram rapidamente ao local para conter as chamas e, posteriormente, encontraram os corpos das crianças dentro do imóvel. Antes disso, vizinhos tentaram apagar o fogo e chegaram a arrombar o portão da casa, numa tentativa desesperada de ajudar. A Polícia Militar acompanhou toda a ocorrência.
Incêndio em Sepetiba é investigado pela polícia
Conforme informações da Polícia Civil, os pais das crianças, que estão separados há cerca de cinco meses, foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos. O pai, que possui a guarda legal dos filhos e trabalha como motorista de aplicativo, confessou que deixou as crianças sozinhas enquanto saía para trabalhar. Embora ainda não haja autuação formal, a polícia instaurou procedimento para apurar o crime de abandono de incapaz.
No entanto, a situação gerou tensão no local. A Polícia Militar precisou intervir para evitar agressões por parte de moradores contra os responsáveis. Ainda assim, a investigação segue em andamento, e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
Possível curto-circuito é a principal suspeita
Segundo os investigadores, a principal linha de apuração aponta que o incêndio em Sepetiba pode ter sido causado por um curto-circuito no aparelho de ar-condicionado da residência. Técnicos realizam perícias no imóvel para confirmar a origem das chamas. Enquanto isso, laudos oficiais devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da tragédia.
Além disso, o caso reacende o debate sobre a responsabilidade legal e os riscos de deixar crianças sozinhas em casa, mesmo que por períodos curtos. Autoridades reforçam que situações semelhantes podem resultar em consequências graves e irreversíveis.




















































