A prisão de Maduro foi confirmada neste sábado (3) pelo senador norte-americano Mike Lee, que afirmou que o presidente da Venezuela está sob custódia dos Estados Unidos para ser julgado em Washington. O parlamentar disse que recebeu a informação diretamente do secretário de Estado, Marco Rubio, durante uma ligação telefônica.
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A declaração amplia a tensão diplomática entre os dois países. Segundo Mike Lee, militares americanos prenderam Nicolás Maduro para responder a acusações criminais em território norte-americano. Além disso, o senador afirmou que o governo dos Estados Unidos não prevê novas ações na Venezuela neste momento, após a execução do mandado de prisão.
Prisão de Maduro ocorre após ofensiva militar
Conforme relataram autoridades norte-americanas, a captura aconteceu poucas horas depois de uma série de ataques lançados pelos Estados Unidos contra alvos venezuelanos. Os bombardeios começaram durante a madrugada e atingiram áreas civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Como resultado, o episódio provocou forte reação do governo chavista.
Além de Maduro, os militares também capturaram a primeira-dama Cilia Flores. Por outro lado, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo não sabe o paradeiro do casal. Em coletiva, ela exigiu “prova imediata de vida” e classificou a ação como uma violação da soberania nacional.
Em comunicado oficial, Caracas acusou os Estados Unidos de tentar impor uma mudança de regime. Embora o governo norte-americano negue esse objetivo, autoridades venezuelanas convocaram forças políticas e sociais para mobilização imediata. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, também conclamou a população a resistir à presença militar estrangeira no país.
Anteriormente, Nicolás Maduro já figurava como alvo prioritário da Casa Branca desde o retorno de Donald Trump ao poder, em janeiro de 2025. O presidente dos Estados Unidos não reconhece o governo venezuelano e acusa Maduro de liderar cartéis de drogas que atuam no Caribe. Em agosto, Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do líder chavista.
Depois disso, Washington intensificou operações navais no Caribe e no Pacífico.






















































