A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), deve se desincompatibilizar do cargo no início de abril, como parte da estratégia eleitoral do partido para as eleições de outubro. A decisão já está definida e tem como objetivo viabilizar a candidatura de Fátima a uma vaga no Senado Federal.
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De acordo com interlocutores, a saída da governadora está alinhada ao projeto nacional do Partido dos Trabalhadores, que busca ampliar a bancada da legenda no Senado.
Sucessão no governo do RN
A desincompatibilização de Fátima Bezerra não está condicionada à permanência do vice-governador Walter Alves (MDB) à frente do Executivo estadual. Aliados afirmam que o PT possui alternativas para indicação, caso seja necessária a realização de eleições indiretas na Assembleia Legislativa, conforme previsto em lei.
Walter Alves tem o direito constitucional de assumir o governo, mas avalia outro caminho político. A tendência é que o vice-governador dispute uma vaga de deputado estadual, decisão que deve ser anunciada oficialmente nos próximos dias.
Por meio de sua assessoria, Walter Alves informou que fará um pronunciamento oficial na próxima quinta-feira, quando deve esclarecer sua posição sobre o futuro político.
Linha sucessória e eleição indireta
Com a saída da governadora e a possível não assunção do vice, o cargo de governador do Rio Grande do Norte ficará vago a partir de abril. O segundo nome na linha sucessória é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).
No entanto, Ezequiel pretende disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa, o que o impede legalmente de assumir o comando do Executivo estadual.
Nesse cenário, em caso de vacância simultânea dos cargos de governador e vice-governador, a legislação prevê que o presidente do Tribunal de Justiça do RN, desembargador Ibanez Monteiro, assuma o governo por até 30 dias, com a função exclusiva de conduzir o processo de eleição indireta na Assembleia Legislativa.



















































