Os riscos no carnaval já acendem o sinal de alerta entre profissionais da área médica em várias cidades do país. Embora a folia seja sinônimo de alegria, calor intenso, consumo exagerado de álcool e uso indiscriminado de energéticos podem transformar a diversão em problema sério. Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal aliada do folião.
Leia também:
Pobreza pode atrasar o desenvolvimento motor de bebês, diz estudo
A estudante Danielle Meth, por exemplo, se preparou antes mesmo de sair para os blocos. Além disso, ela optou por roupas leves e de cores claras, justamente para amenizar o calor. Segundo ela, conforto e proteção caminham juntos durante o Carnaval, sobretudo quando o sol castiga e a maratona de festas se estende por horas.
Danielle também não abre mão de cuidados básicos com a saúde e a segurança. “Beber muita água, usar protetor solar resistente à água, óculos de sol e até uma tampinha para proteger a bebida são atitudes que fazem diferença”, conta. Por outro lado, muitos foliões ainda negligenciam esses cuidados, o que aumenta os atendimentos médicos nesse período.
Riscos incluem desidratação e abuso de álcool
Conforme explicam os médicos, a desidratação lidera a lista de ocorrências durante o Carnaval. Certamente, o calor excessivo, somado ao esforço físico e à ingestão de bebidas alcoólicas, agrava o quadro. “Cachaça não é água. Para se hidratar, o ideal é água, água de coco ou isotônicos”, alerta o clínico geral Lucas da Silveira Martins.
Além disso, o abuso de álcool pode provocar intoxicações, quedas de pressão e até perda de consciência. No entanto, mesmo com campanhas de conscientização, os excessos seguem comuns. No Rio de Janeiro, por exemplo, postos médicos registraram cerca de 100 atendimentos em megablocos apenas neste fim de semana.
Outro ponto de atenção envolve o consumo exagerado de energéticos. Segundo o médico, a mistura dessas bebidas com álcool representa risco cardiovascular, principalmente devido à alta concentração de cafeína. “Essa combinação pode mascarar os efeitos do álcool e sobrecarregar o coração”, explica Lucas.






















































