O Rio Grande do Norte já contabiliza 858 acidentes com escorpiões apenas nos primeiros meses de 2026. Diante desse número, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) reforçou orientações sobre prevenção, sintomas e atendimento adequado em casos de picadas.
Ao longo de todo o ano de 2025, o estado registrou 5.756 ocorrências, o que evidencia a frequência desse tipo de acidente. Por isso, o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do RN (Ciatox) alerta para a importância de agir rapidamente ao identificar uma situação desse tipo.
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Acidentes com escorpiões exigem atendimento imediato
Em primeiro lugar, a recomendação é procurar uma unidade de pronto atendimento assim que ocorrer a picada. Caso haja necessidade, os profissionais encaminham o paciente para uma unidade de referência para aplicação do soro antiescorpiônico.
Inicialmente, os sintomas mais comuns incluem dor local, ardência e dormência. No entanto, com a evolução do quadro, podem surgir sinais mais graves, como náuseas, vômitos, suor intenso, agitação e dor abdominal. Além disso, crianças de até 10 anos e idosos fazem parte do grupo de maior risco.
Ao mesmo tempo, a Sesap orienta que a população entre em contato com o Ciatox para receber orientações especializadas. O serviço funciona em regime de plantão pelos telefones (84) 98883-9155, 0800 281 7005 e 3232-4295.
Saiba como agir em caso de picada
Logo após o acidente, algumas medidas simples podem ajudar até a chegada ao atendimento médico. Nesse sentido, a orientação é lavar o local com água e sabão e manter a vítima calma.
Por outro lado, algumas práticas devem ser evitadas. Não se deve sugar o veneno, fazer torniquete, aplicar substâncias na lesão ou tentar manusear o animal.
Prevenção ajuda a reduzir acidentes
Além do atendimento adequado, a prevenção também é fundamental para reduzir os acidentes com escorpiões. Entre as principais recomendações estão examinar roupas e calçados antes de usá-los e evitar o acúmulo de lixo e entulhos.
Da mesma forma, é importante vedar frestas em paredes e controlar a presença de insetos, como baratas e cupins, que servem de alimento para os escorpiões. Por fim, a preservação de predadores naturais, como corujas, sapos e lagartixas, também contribui para o controle desses animais.






















































