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Uso de cigarros eletrônicos cresce entre adolescentes e já atinge 30% dos estudantes no Brasil

Cigarro eletrônico é proibido pela Anvisa desde 2009 | Reprodução.

O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes já alcança três em cada 10 estudantes brasileiros de 13 a 17 anos, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Mesmo com a proibição no país, os chamados vapes continuam circulando com facilidade, principalmente no mercado ilegal.

Além disso, o levantamento acende um alerta sobre o avanço desse tipo de consumo entre jovens, que muitas vezes começam por curiosidade ou influência social.

Leia mais:
RN cria política de conscientização sobre os malefícios dos cigarros eletrônicos

Cigarros eletrônicos entre adolescentes avançam no país

Apesar da proibição determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária desde 2009, os dispositivos seguem acessíveis. Como resultado, muitos adolescentes acabam experimentando o produto ainda na escola ou em ambientes de convivência social.

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Uma estudante de 15 anos relatou que começou a usar o cigarro eletrônico atraída pelo sabor e pela sensação imediata. Com o tempo, o hábito se intensificou e passou a fazer parte da rotina em diferentes locais, como casa, escola e espaços públicos.

“Por ter um gostinho muito gostoso, e dá aquela baixada na pressão, você se sente mais leve… eu queria mais!”, relatou Júlia Palma.

No entanto, os efeitos negativos surgiram rapidamente. A jovem apresentou sintomas como dificuldade para dormir, tosse e cansaço, o que a levou a interromper o uso.

Mercado ilegal facilita acesso

Ao mesmo tempo, a oferta irregular contribui diretamente para o aumento do consumo. De acordo com o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade, já foram identificados mais de 17 mil pontos de venda digital de cigarros eletrônicos no Brasil, incluindo sites e redes sociais.

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Além disso, a comercialização também ocorre em pontos físicos, o que amplia ainda mais o acesso, inclusive por menores de idade.

Apreensões aumentam no país

Diante desse cenário, órgãos de fiscalização intensificaram as operações. Nos dois primeiros meses de 2026, a Receita Federal do Brasil apreendeu cerca de 238,8 mil unidades de vapes, o que representa uma média superior a 4 mil dispositivos por dia.

Já em 2025, o número chegou a 3 milhões de unidades apreendidas, configurando um recorde nacional.

Riscos à saúde preocupam especialistas

Por fim, especialistas alertam que o uso de cigarros eletrônicos pode causar dependência e problemas respiratórios, além de outros danos à saúde. Dessa forma, o crescimento do consumo entre jovens reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa e de ações de conscientização voltadas a esse público.

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Com informações do SBT News.

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