Um policial civil do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) atropelou uma mãe e os dois filhos na noite de quarta-feira (30), na região da Armênia, zona norte de São Paulo. O acidente ocorreu por volta das 23h40.
Segundo o boletim de ocorrência da Corregedoria da Polícia Civil, o agente Douglas Willian Pedroso dirigia uma viatura descaracterizada quando atingiu as vítimas na Avenida Cruzeiro do Sul, no cruzamento com a Rua Pedro Vicente.
De acordo com o registro policial, a família atravessava a avenida pela faixa de pedestres. Naquele momento, o sinal estava aberto para os pedestres. Além disso, a filha mais velha, de 17 anos, afirmou que o veículo seguia em alta velocidade.
Ainda segundo o relato, o carro atingiu a mãe e o filho de 9 anos. Logo depois, o motorista deixou o local sem prestar socorro.
Criança de 9 anos está em estado grave
As três vítimas receberam atendimento médico no Hospital das Clínicas. A mãe sofreu uma lesão no tornozelo e escoriações. Apesar dos ferimentos, ela estava estável.
Por outro lado, a adolescente de 17 anos teve ferimentos leves. Ela também passou por atendimento médico.
Já o menino de 9 anos sofreu traumatismo cranioencefálico, fratura na perna e suspeita de hemorragia interna. Por causa da gravidade dos ferimentos, os médicos encaminharam a criança para cirurgia.
Até a atualização registrada no boletim, o menino permanecia em estado grave.
Policial deixou o local após atropelamento
Depois do atropelamento, o policial deixou o local. No entanto, policiais militares localizaram o veículo e levaram o agente novamente para a região da ocorrência.
Conforme o relato dos policiais, Douglas apresentava olhos avermelhados, hálito etílico e andar cambaleante. Além disso, ele recusou o teste do bafômetro.
Na sequência, os policiais encaminharam o agente ao Instituto Médico-Legal (IML). Um exame clínico constatou embriaguez, segundo o boletim de ocorrência.
Agente foi autuado pela Corregedoria
Diante dos fatos, a Corregedoria da Polícia Civil autuou o agente por embriaguez ao volante, lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, omissão de socorro e fuga do local do acidente.
Além disso, a Corregedoria apreendeu a arma funcional do policial. As autoridades também devem periciar a viatura descaracterizada envolvida no atropelamento.
Após a prisão em flagrante, o policial deve seguir para o Presídio da Polícia Civil, na zona norte da capital paulista.
Enquanto isso, a investigação continua. A Corregedoria vai apurar as circunstâncias do atropelamento, as condições do veículo e a conduta do agente antes e depois da colisão.
O caso também deverá esclarecer a dinâmica do acidente e as circunstâncias que levaram o policial a deixar o local sem prestar atendimento às vítimas.

























































