O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reconheceu que errou ao votar contra o aumento da licença-maternidade de servidoras públicas do Rio de Janeiro. A declaração ocorreu durante o debate presidencial da TV Globo, na noite dessa sexta-feira (23), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrar explicações sobre a posição adotada pelo parlamentar em 2009.
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Na época, Flávio exercia o mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele foi o único parlamentar a votar contra a proposta que ampliava de quatro para seis meses o período de licença-maternidade das servidoras públicas civis do estado.
Ao explicar a decisão, o senador afirmou que, naquele momento, acreditava que a ampliação do benefício poderia dificultar a contratação de mulheres. No entanto, ele disse ter mudado de entendimento ao longo dos anos.
“Isso faz bastante tempo, e na época eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem emprego. Eu estava errado”, declarou Flávio durante o confronto.
Flávio Bolsonaro diz que mudou de opinião
Durante a resposta, o senador também relacionou sua mudança de posição à experiência pessoal como pai. Flávio afirmou que, depois de se casar e ter duas filhas, passou a compreender melhor a importância da presença materna nos primeiros meses de vida das crianças.
“Hoje, depois que eu casei e tive duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância da mãe estar perto do filho, agora até mais de 180 dias, se possível”, afirmou.
Além disso, a declaração trouxe novamente ao debate a discussão sobre a duração da licença-maternidade e as condições para que as mulheres conciliem a vida profissional com os cuidados dos filhos.
A proposta votada em 2009 previa ampliar de quatro para seis meses o afastamento remunerado das servidoras públicas civis do Rio de Janeiro. Dessa forma, o episódio retomado durante o debate envolveu tanto a posição anterior do senador quanto a justificativa apresentada por ele agora.
Lula critica voto de Flávio durante debate
Na réplica, Lula contestou a explicação do adversário e destacou que Flávio teve a oportunidade de apoiar a ampliação da licença-maternidade quando exercia o mandato na Alerj. O presidente também questionou a mudança de discurso durante a campanha eleitoral.
“Ele teve a chance de votar pelo aumento da licença-maternidade e ele não votou. Agora que ele é candidato e sabe que as mulheres estão mais ativas, ele vem aqui dizer ‘eu agora vou votar’. Não votou quando podia votar”, afirmou Lula.
O petista também relacionou o posicionamento do senador à importância do eleitorado feminino na disputa política. Segundo a crítica apresentada no debate, os eleitores devem considerar as decisões tomadas pelos candidatos no exercício de cargos públicos, além das declarações feitas durante a campanha.
Flávio reconheceu expressamente o erro no voto e apresentou sua experiência familiar como parte da justificativa para a mudança de entendimento.


























































