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“Eu sou um monstro”: mãe é condenada a mais de 50 anos pela morte do filho no RS

Foto: Reprodução

“Eu sou um monstro. Na verdade, eu sou muito monstro”.  O Fórum de Tramandaí, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), condenou na noite da sexta-feira (5) as duas mulheres que torturaram, mataram e deram sumiço no corpo de Miguel, de 7 anos. O crime aconteceu em 2021 em Imbé, no litoral gaúcho e foi cometido pela mãe da criança e pela então companheira dela.

A mãe, Yasmin Vaz dos Santos Rodrigues, foi condenada a 57 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. Bruna Nathiele Porto da Rosa, foi condenada a 51 anos, 1 mês e 20 dias. Os crimes são homicídio triplamente qualificado, tortura e ocultação de cadáver – o corpo de Miguel foi colocado dentro de uma bolsa de viagem e jogado em um rio.

Yasmin também acusou Bruna de agredir o filho e disse que se considera “um monstro” por não ter tomado nenhuma atitude. “Eu sou um monstro. Na verdade, eu sou muito monstro. Porque, se eu estou aqui hoje, é porque eu errei pra caramba. Se eu tô aqui, tá todo mundo aqui, é porque eu fui péssima como mãe, como ser humano. Mas eu jamais imaginei que ela pudesse fazer isso”, afirmou a mãe do menino em seu depoimento.

Aos prantos, ela contou como foi o momento em que levou o corpo do filho em uma mala até o Rio Tramandaí. “Eu vesti (ele com ) um casaco bem quentinho, botei uma calça quente. Ela levantou e veio com a mala e falou que a gente tinha que fazer alguma coisa… Ele estava quentinho. Ele estava agasalhado. Aí eu peguei e botei. Eu botei ele lá. Eu levei até o rio”, disse.

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O julgamento de Yasmin, de 28 anos, e Bruna, de 26, começou na quinta-feira (4) e se estendeu até a noite de hoje. Ambas estão presas desde a época do crime.

Relembre o Caso Miguel

De acordo com as investigações, Miguel dos Santos Rodrigues (foto acima) foi dopado, agredido, colocado dentro de uma mala e jogado em um rio que deságua no mar. O corpo nunca foi encontrado. Vídeos encontrados nos celulares das acusadas revelaram que a criança era mantida trancada em um armário e sofria tortura psicológica.

Os depoimentos dos policiais destacaram a frieza da mãe durante o processo. O delegado de polícia Antônio Ractz afirmou, no primeiro dia do julgamento: “Se eu pego uma criança de 7 anos, que eu não alimento, que eu não dou comida, quando eu pego a cabeça dessa criança e bato na parede para quebrar um azulejo, o que eu quero? Eu quero matar.”

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