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Mais da metade dos alunos negros estuda sem biblioteca, quadra esportiva e laboratório no Brasil

Enquanto 69% das escolas de educação básica com melhor infraestrutura no Brasil contam com alunos majoritariamente brancos, mais da metade das escolas com maioria de alunos negros não possui biblioteca, laboratório de informática e quadra de esportes.

Essa é a conclusão de pesquisa realizada pelo Observatório da Branquitude, que analisou dados do Censo Escolar 2021 e do Índice Socioeconômico (INSE, 2021), divulgada nesta terça-feira (16).

O estudo buscou identificar as diferenças das condições estruturais de escolas de ensino básico com pelo menos 60% dos alunos brancos em comparação a unidades com pelo menos 60% dos estudantes negros. A pesquisa analisou quase 30 mil escolas, tanto no ensino público, quanto no privado.

Veja a diferença da infraestrutura das escolas:

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Para Carol Canegal, doutora em Ciências Sociais pela PUC-Rio e pesquisadora do Observatório, a falta de aspectos de infraestrutura escolar pode interferir negativamente na formação dos estudantes.

“Não contar com biblioteca, laboratório de informática e quadra de esportes pode interferir negativamente no curso de escolarização destes estudantes. No limite, pode vir a acanhar possibilidades de ensino-aprendizagem, formação para o mundo do trabalho, socialização e formação cívica, algumas das missões fundamentais da escola no nosso país, especialmente após Constituição, de 1988, que garante o direito à educação a todos.”, afirma Carol Canegal.

Além disso, em 88% das escolas com alunos predominantemente brancos, o nível socioeconômico foi considerado alto. Isso significa que os alunos indicaram que vivem em casas com pelo menos três quartos, três banheiros, além da renda familiar acima de 7 salários mínimos.

Já em 75% das escolas em que a maioria dos estudantes são negros, o índice socioeconômico foi considerado baixo. Os alunos apontaram que residem em casas de até dois quartos, um banheiro e renda familiar mensal entre 1 e 1,5 salário mínimo.

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As escolas com mais alunos negros estão presentes nas regiões Sudeste e Sul, enquanto as escolas com mais estudantes negros estão no Sudeste, Nordeste e em alguns estados do Norte.

Para o Observatório, o grande recado desta pesquisa é o de que a raça importa e não se pode desconsiderar essa variável no desenho de políticas públicas, que não só interfere na vida de crianças e adolescentes, mas se entende para as novas gerações de brasileiros.

“Há uma vasta literatura que aponta que a escola é uma instituição importante para quebrar ciclos de reprodução de desigualdades nas trajetórias familiares, produzindo mobilidade social. Por isso, é preciso também mirar políticas públicas para grupos minorizados a fim de produzir igualdade de oportunidades”, conclui Carol Canegal.

 

 

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