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Projeto social distribui alimentos e afetos pelas ruas de Natal. Conheça a história

“Não é sair entregando marmita na mão de todo mundo, sempre tem um papo bom”, Márcio Miguel, fundador de "Os Invisíveis". Foto: Arquivo Pessoal.

Solidariedade: substantivo feminino que representa compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma delas a todas, segundo definição do Dicionário online Definições de Oxford Languages. Márcio Faria Miguel, produtor executivo, cozinheiro e empresário, o paulistano, que vive em Natal (RN) há 34 anos, encontrou na capital potiguar e no amor ao próximo “sua paz interior”, como ele costuma dizer.

O ano de 2020 trouxe uma preocupação global: o Coronavírus. O fechamento do comércio, os decretos de isolamento social acabaram afastando as pessoas.

Determinado, Márcio, que participou de um trabalho voluntário no Centro Espírita Irmãos do Caminho por sete anos, recolhendo alimentos para a distribuição de cestas básicas, não hesitou em continuar ajudando o próximo após o Centro fechar as portas no período da pandemia. Márcio é fundador, administrador, coordenador e cozinheiro do projeto “Os Invisíveis” – uma startup de teor 100% social, que nasceu em abril de 2020 com a proposta de ajudar pessoas em situação de rua através da distribuição de refeições.

“Eu não podia ficar parado de jeito nenhum, sabendo como é que estava funcionando a rua, com aquele mundo de gente passando fome. Não parei um dia. Na pandemia não fiquei um dia dentro de casa e foi assim que começou os invisíveis”, conta.

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O projeto começou de forma simples: Márcio entrava em contato com amigos, com pessoas que conheceu na Ceasa durante o período em que arredou alimentos para o Centro Espírita e pedia doações para que pudesse preparar as quentinhas.

E, assim, com apoio dos doadores, “Os Invisíveis” saem pelas ruas da capital potiguar distribuindo alimento há quatro anos.

“Uma paz interior tão grande que nada paga. É emocionante estar fazendo essa ação”, declara Márcio Miguel. Foto: Arquivo Pessoal.

“Eu peço os alimentos, peço doações, eu recolho doações, eu cedo a minha cozinha, eu cedo meus equipamentos, eu cozinho, eu organizo a distribuição do alimento, mas para tudo isso acontecer, precisam chegar as doações”, explica Márcio.

Aos domingos, com apoio de voluntários, Márcio prepara as quentinhas e sai pelas ruas da cidade entregando as refeições para a população carente. Para ele, estar ao lado do próximo, abraçar, conhecer um pouco da sua história é gratificante. “Não é um delivery de comida para morador em situação de rua. Eu procuro acolher”, explica.

Márcio faz questão de sentar-se ao lado da população e ouvir suas histórias. Foto: Arquivo Pessoal.

O empresário afirma que é importante, mais que oferecer o alimento, sentar-se ao lado das pessoas, ouvir suas histórias, abraçar, oferecer uma conversa. “Eu preciso estar nas ruas. Preciso abraçar todo mundo, eu preciso conversar com todo mundo, eu dou voz a essas pessoas. Deixo eles se expressarem, eu deixo eles falarem, depois come. A comida vai estar sempre a disposição para eles, mas eu converso, eu dou risada, eu brinco, eu escuto, eu divido as dores deles comigo. É assim que funciona. Não é sair entregando marmita na mão de todo mundo, sempre tem um papo bom”, diz.

“Preciso abraçar todo mundo, eu preciso conversar com todo mundo, eu dou voz a essas pessoas”, diz Márcio. Foto: Arquivo Pessoal.

Márcio relata que a fé é quem o guia e o conduz ao caminho da solidariedade e amor ao próximo. “Eu sou um cara de fé. Sempre antes de sair eu faço uma boa oração. Sou um ‘devotão’ de Nossa Senhora, sempre peço para ela guiar os nossos passos, para que a comida realmente chegue nas mãos de quem precisa”, descreve.

Cardápio

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Como bom cozinheiro, Márcio pensa no cardápio com carinho e atenção. As marmitas são preparadas com capricho, disponibilizando para a população uma alimentação que, além de ser rica em nutrientes, é “apetitosa aos olhos”.

Para ele, todo o trabalho vale a pena e lhe confere “paz interior”.  “Não importa o tamanho do trabalho que dê para pedir doações, para cozinhar, não importa! Quando o carro está lotado de comida e a gente sai para distribuir, é um sentimento de gratidão, é um sentimento de agradecimento. Uma paz interior tão grande que nada paga. É emocionante estar fazendo essa ação”, declara Márcio Miguel.

Como ajudar

O trabalho é voluntário e necessita de ajuda para continuar existindo. O projeto precisa de arrecadações de alimentos, água e equipamentos para a cozinha. Os donativos devem ser entregues na Rua Severino Galvão, 164, localizada no bairro de Ponta Negra, Zona Sul de Natal(CEP: 59090-523).

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Você também pode contribuir através do “Pix que alimenta”: 84 99962 5740 (Márcio Faria Miguel). Com o dinheiro arrecadado, você contribui com o pagamento das contas de energia, água, combustível para o carro que sairá realizando as entregas, além de outras despesas do projeto.

Por Elane Nascimento, do Ponta Negra News

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